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IBGE: motoristas de aplicativo ganham mais, mas têm maior jornada

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Diferença de renda apurada em pesquisa divulgada nesta sexta-feira (17/10) foi de 14%

Os motoristas de automóveis que têm como principal atividade a atuação por meio de aplicativos de serviços alcançam renda superior à daqueles que não são plataformizados. A maior remuneração, porém, vem acompanhada de uma jornada maior.

A remuneração dos motoristas que atuam por aplicativo é, em média, de R$ 2.766, ou seja, R$ 341 superior à dos condutores que não atuam por meio de plataformas (R$ 2.425). Em termos percentuais, é uma diferença de 14%.

As informações são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, divulgado nesta sexta-feira (17/10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O IBGE também calculou o rendimento médio por hora. Neste caso, a diferença entre os motoristas por aplicativo e os que não são plataformizados foi pequena, R$ 13,90 por hora para o primeiro grupo e R$ 13,70 para o segundo. Entre os motoristas, a maior remuneração-hora foi verificada nos não plataformizados formais: R$ 14,70.

Mais horas de trabalho

A maior remuneração dos motoristas que atuam por aplicativo vem acompanhada de jornadas de trabalho maiores. Na média, os motoristas por aplicativo trabalham 45,9 horas por semana ante 40,9 horas semanais no grupo dos demais condutores de automóveis.

“Os condutores de automóveis plataformizados, se de um lado alcançam maiores rendimentos médios do trabalho, quando comparados aos demais ocupados como motoristas de automóveis, por outro lado registram jornadas de trabalho mais extensas, com elevado grau de informalidade em suas ocupações, culminando em um percentual de cobertura previdenciária significativamente inferior”, resume o analista da pesquisa Gustavo Geaquinto.

A afirmação de Geaquinto sobre a contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é sustentada pela informação apurada na pesquisa de que cerca de 56,2% dos condutores de automóveis não plataformizados contribuíam para a previdência enquanto entre os que utilizavam aplicativos, a contribuição previdenciária é uma realidade apenas para 25,7% deles.

Com informações do Metrópoles

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