Câmara de Governador Valadares cassou Coronel Sandro por 18 votos a 3 em processo sobre transporte escolar
A partir do Jornal TaguaCei, a Câmara Municipal de Governador Valadares aprovou, em maio de 2026, por 18 votos a 3, a cassação do então prefeito Coronel Sandro. O processo político-administrativo envolveu denúncias de irregularidades relacionadas à contratação e à prestação do serviço de transporte escolar no município.
As três denúncias analisadas pelos vereadores foram aprovadas pelo mesmo placar. Entre os pontos questionados estavam a forma de contratação do transporte escolar, apontamentos sobre possíveis problemas no processo de contratação e a prestação do serviço durante período em que, segundo a acusação, não havia contrato vigente.
A sessão extraordinária durou cerca de 12 horas e contou com a participação dos 21 vereadores. Para a cassação, eram necessários pelo menos 14 votos, correspondentes a dois terços da Câmara.
A defesa de Coronel Sandro contestou as acusações. Segundo relatos publicad os na época, os advogados sustentaram que a contratação por credenciamento era prevista pela legislação e negaram a existência de desvio de dinheiro, enriquecimento ilícito ou má-fé por parte do prefeito.
O episódio, porém, teve novos desdobramentos. Posteriormente, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal, suspendeu os efeitos da cassação e determinou a recondução de Coronel Sandro à Prefeitura de Governador Valadares.
A decisão apontou questionamentos relacionados ao rito adotado pela Câmara no processo de impeachment.
Assim, embora a Câmara tenha aprovado a cassação por 18 votos a 3, a situação jurídica e política do prefeito sofreu mudanças posteriores por decisão judicial.
Jornal TaguaCei acompanha os desdobramentos do caso e as decisões que envolvem a Prefeitura e a Câmara Municipal de Governador Valadares.
🖋️ Edição: Jornal TaguaCei/Ceilândia em Alerta



