Moradores relatam pânico, perdas materiais e cobram soluções após enxurrada invadir casas da Chácara 134, no Trecho 2
As fortes chuvas que atingiram o Trecho 2, na Chácara 134, do Sol Nascente, neste domingo (19/10), transformaram ruas em rios de lama e deixaram moradores em pânico. A enxurrada invadiu residências, destruiu móveis e provocou medo de desabamento e choque elétrico. Sem infraestrutura adequada e com o risco de novas chuvas, os moradores afirmam viver em constante estado de alerta com a chegada do período das águas.
O auxiliar administrativo Júlio César Marques Cognaschi, 38 anos, mora há quatro anos na região com a esposa e três filhos pequenos. Ele contou que não teve tempo para pensar. “Foi um momento de pânico. A água entrou com minhas crianças dentro de casa. Eu bloqueei a entrada com o que pude e já saí gritando, chamando os bombeiros e os vizinhos. Eles vieram e nos ajudaram a não ter perdas piores, como as nossas vidas”, disse.
Cognaschi relatou que perdeu cama, móveis e até a televisão. O medo maior, segundo ele, foi de uma tragédia maior. “Com essas chuvas fortes a qualquer momento a estrutura da casa pode ficar abalada. Mas apesar de tudo, eu quero sair daqui, não tem mais condição”, afirmou.
A técnica de enfermagem, Erlândia da Silva Carvalho, 52, também viveu momentos de desespero. Moradora da região há cinco anos, ela contou que a água entrou na sua casa de repente. “As chuvas vieram torrenciais, quando eu dei por mim já estava dentro de casa. Subiu água até a canela. Minha mãe mora no fundo, a área dela foi toda tomada. Eu acabei de reformar e agora tá tudo lameado”, lamentou com lágrimas nos olhos.
Segundo Erlândia, a situação se repete a cada temporal. “Sempre que chove é esse desespero. Aqui não tem infraestrutura de nada. A gente só espera que as autoridades façam alguma coisa”, enfatizou.
Medidas
O administrador regional do Sol Nascente e Pôr do Sol, Cláudio Ferreira, declarou que equipes do governo foram acionadas ainda durante a noite para atender às famílias atingidas. Segundo ele, uma das casas mais afetadas será desocupada e a família realocada com assistência social garantida. “Esse setor está em obras, e toda obra traz transtorno. Mas esse governo assumiu a responsabilidade de entrar com as obras aqui. Será feita uma rede de captação de água no final da rua e outras casas também poderão ser realocadas conforme avaliação da Defesa Civil”, comunicou.
Com informações do Corrreio Braziliense
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