Ex-presidente estava com mal-estar desde quinta-feira (19/6)
Carlos Bolsonaro (PL), vereador do Rio de Janeiro e filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), afirmou que os enjoos sofridos por seu pai durante churrasco em Goiânia, na manhã desta sexta-feira, 20, são consequência da facada recebida durante a campanha presidencial de 2018.
O ex-presidente já relatava desde a quinta-feira, 19 estar com mal-estar. Durante evento em Goiás, Bolsonaro discursava quando acabou arrotando e pediu desculpas à plateia. “Desculpe aqui porque eu estou muito mal. Eu vomito 10 vezes por dia, talvez”, disse.
Em seu perfil no X (antigo Twitter), nesta sexta, Carlos Bolsonaro compartilhou uma notícia sobre os enjoos do pai e atribuiu o mal-estar às cirurgias realizadas após a facada de 2018 e ao uso contínuo de medicamentos.
“Para controlar dores agudas, foi necessária a administração de medicamentos opioides – alguns com efeitos comparáveis aos da heroína médica, como o fentanil ou similares, geralmente restritos a ambientes hospitalares de alta complexidade”, disse Carlos.
Jair Bolsonaro participava de um churrasco com apoiadores e aliados políticos no Frigorifico Goiás, na capital goiana, quando precisou deixar o evento ainda durante a manhã e se deslocar à Brasília. Interlocutores de Bolsonaro, afirmam que ele está bem e seguirá para sua residência na capital federal.
De acordo com o chefe de cirurgia oncológica do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz, Raphael di Paula, os sintomas reportados pelo ex-presidente são comuns em pacientes que passam por cirurgias no trato intestinal.
Em abril, Bolsonaro foi submetido a uma laparotomia exploradora, procedimento para investigar e tratar uma obstrução intestinal causada por aderências. As aderências, como cicatrizes que se formam na parede externa do intestino, podem acabar “grudando” pedaços do órgão e gerando obstruções.
Desde que foi alvo da facada em 2018, Bolsonaro já passou por seis cirurgias na cavidade abdominal. A frequência dessas intervenções também podem causar novas aderências segundo o especialista.
Bolsonaro mira na prisão domiciliar
O episódio do mal estar de Bolsonaro é mais um dos que expõem o quadro clínico do ex-presidente e que vão ser usados como provas para reivindicar no Supremo Tribunal Federal (STF) o direito a cumprir pena em regime domiciliar em razão de problemas de saúde.
Embora não falem publicamente sobre o tema, aliados do ex-presidente e advogados que atuam na ação penal do 8 de janeiro estão cientes de que sua condenação é irreversível. Também acreditam que a determinação inicial do ministro Alexandre de Moraes será para o regime fechado.
Entretanto, após a decisão que beneficiou o ex-presidente Fernando Collor de Mello com prisão domiciliar humanitária, em maio deste ano, a aposta é de que a chance de Bolsonaro cumprir pena em casa é mais factível.
Na publicação de Carlos Bolsonaro nesta sexta-feira, o filho do ex-presidente fez um apelo ao sistema judicial brasileiro:
“A faca perfurou mais que o abdômen de Bolsonaro: ela cortou qualquer ilusão de que o Estado trata a ele e sua família com igualdade diante da lei e da dor do ser humano”, disse o vereador.
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008
- Fim de semana em Brasília tem circo, festival de K-dramas, ciência e teatro na programação cultural

- Brasil Digital vai levar TV pública e gratuita a mais 20 municípios de seis estados

- Mutirões deste fim de semana ofertam 13 mil vagas para perícia médica do INSS

- Indústria cresce 1,8% em janeiro, maior alta desde junho de 2024

- Caso Master/BRB: representação da oposição contra Ibaneis é enviada ao STF






Deixe um comentário