Copa do Mundo tem história marcada por protestos populares

Tensões geopolíticas e reinvindicações por melhorias na educação marcaram as primeiras semanas da Copa do Mundo 2026

Copa do Mundo de 2026 tem sido marcada por protestos motivados pelas complexas tensões geopolíticas entre Israel, Irã e os Estados Unidos (EUA), um dos países-sede da competição. O México, também sede do mundial, aproveitou os refletores do evento para manifestações contra o governo local, com reinvindicações por melhorias na educação e pedidos de justiça por parte de familiares de pessoas desaparecidas no país.

Manifestações em meio a maior competição do mundo do futebol, no entanto, não são inéditas: historicamente, diversas edições do torneio serviram de palco onde pautas sociais e políticas se encontraram com o esporte.

Protestos promovidos pela Coordenação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) mantêm a Cidade do México sob tensão às vésperas do início do torneio.

Relembre alguns:

Inglaterra (1966)

A Copa de 1966 é conhecida como o protesto político e esportivo mais impactante da história. Todas as 15 seleções africanas abriram mão de brigar pelo torneio.

O motivo da insatisfação era a postura excludente da Fifa, que disponibilizou apenas uma vaga para o Mundial da Inglaterra, a qual ainda precisava ser dividida e disputada em uma repescagem contra seleções da Ásia e da Oceania.

Alemanha Ocidental (1974)

No dia da estreia da seleção chilena, contra a própria Alemanha Ocidental, ativistas opositores ao regime militar do Chile invdiram o gramado e estenderam faixas de repúdio contra o ditador Augusto Pinochet.

O jogadores perderam de 1 a 0 e foram vaiados ao longo do jogo.

Argentina (1978)

A Copa de 78 foi uma das mais representativas quando se trata o uso político do futebol. Sob o regime ditador de Jorge Rafel Videla, 10% do orçamento nacional foi encaminhado para a organização do evento em um tetatiza de mascarar o abusos contra os direitos humanos.

O grupo de mães de jovens sequestrados pelo regime militar, aproveitou a presença em massa da imprensa para realizar marchas silenciosas em protesto. Por conta da ditadura e da censura, muitos jovem foram sequestados pelo regime militar.

 África do Sul (2010)

A primeira Copa realizada no continente africano foi palco de protestos e greves que destacaram as tensões sociais e econômicas vividas no país. Em um dos episódios, houve uma marcha em Durban, para criticar o governo e a Fifa pelos gastos bilionários em estádios modernos, contrastando com a pobreza extrema e a falta de serviços básicos enfrentadas pela população.

Brasil (2014)

No dia da abertura da Copa do Mundo no Brasil, várias cidades tiveram manifestações com o movimento “Não vai ter Copa”, que estourou um ano antes, na Copa das Confederações de 2013.

Populares contestaram o dinheiro investido na contrução dos estádios padrão Fifa enquanto serviços básicos como aúde, transporte e educação sofriam com falta de verbas.

Rússia (2018)

Membros do grupo ativista e punk, russo Pussy Riot, invadiram o gramado na final entre França e Croácia disfarçados de policiais. O protesto foi intitulado como “A polícia entra em jogo” e pedia a liberdade dos presos políticos e maior liberdade de expressão no país.

Catar (2022)

O torneio foi marcado por protestos relacionados aos direitos humanos no país-sede.

A braçadeira escrito “One Love” (“Um Amor”, em inglês), com um coração e as cores do arco-íris, se tornou um dos símbolos da Copa. O objeto foi impedido pela Fifa de ser utilizado pelos capitães das seleções européias.

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