O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quinta-feira (20), em Macaíba, no Rio Grande do Norte, que o Brasil pretende conquistar espaço próprio na corrida mundial pela inteligência artificial. A declaração ocorreu durante o anúncio de uma estrutura nacional de computação de alto desempenho voltada ao desenvolvimento de IA no país, segundo informações da RT Brasil.
“Nem chinês, nem americano é melhor do que nós. Nós vamos entrar nesse mercado”, afirmou Lula, ao defender investimentos em infraestrutura tecnológica, pesquisa e formação de profissionais brasileiros.
A iniciativa pretende ampliar a capacidade computacional disponível no país para pesquisas e aplicações de inteligência artificial e criar condições para que cientistas, pesquisadores e profissionais qualificados possam desenvolver suas carreiras no Brasil.
Brasil busca espaço na corrida pela inteligência artificial
Lula destacou a concentração do desenvolvimento da inteligência artificial entre as principais potências tecnológicas. Segundo números citados pelo presidente, os Estados Unidos responderiam atualmente por cerca de 65% da IA mundial, enquanto a China teria participação entre 15% e 20%.
Para o presidente, o Brasil precisa desenvolver capacidade tecnológica própria para evitar uma posição de dependência diante das transformações econômicas provocadas pela inteligência artificial.
“Nós vamos provar que os brasileiros, que os nossos acadêmicos e que a nossa juventude não devem nada a ninguém”, declarou.
A nova estrutura de computação de alto desempenho integra essa estratégia. O objetivo é disponibilizar capacidade computacional para o desenvolvimento de modelos e soluções de inteligência artificial, reduzindo a dependência de infraestrutura tecnológica localizada fora do país.
Lula defende permanência de pesquisadores no Brasil
Outro ponto destacado pelo presidente foi a necessidade de criar condições para que pesquisadores brasileiros permaneçam no país.
A disputa internacional por especialistas em inteligência artificial, ciência da computação e áreas relacionadas transformou profissionais altamente qualificados em ativos estratégicos para governos e empresas. Países que conseguem combinar infraestrutura, financiamento e oportunidades de pesquisa ampliam sua capacidade de atrair e reter esses profissionais.
Lula defendeu investimentos que permitam aos pesquisadores e jovens brasileiros encontrar oportunidades de trabalho e inovação no próprio país, evitando a saída de talentos em busca de melhores condições no exterior.
Investimento envolve soberania tecnológica
A iniciativa também está relacionada ao debate sobre soberania tecnológica. A capacidade de processar grandes volumes de dados e desenvolver sistemas próprios de inteligência artificial tem importância crescente em áreas como indústria, saúde, energia, defesa, agricultura, educação e administração pública.
Ao anunciar a nova infraestrutura, Lula associou o investimento em tecnologia à capacidade brasileira de competir internacionalmente e produzir conhecimento próprio.
A estratégia apresentada pelo governo busca ampliar a participação do Brasil em uma área atualmente liderada por Estados Unidos e China. Para Lula, o país possui pesquisadores e jovens capazes de atuar nesse setor, desde que sejam oferecidas infraestrutura e condições adequadas para pesquisa e inovação.
“Nem chinês, nem americano é melhor do que nós”, afirmou o presidente, ao defender que a capacidade científica brasileira seja acompanhada de investimentos em computação, pesquisa e formação profissional.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



