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Brasil entrega novo rascunho de decisão da COP30 sem menção a combustíveis fósseis

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O primeiro esboço da carta tinha planos superficiais, sem roteiros para descontinuar o uso do petróleo, mas mantinha duas menções ao tópico. Países e organizações civis criticam nova versão

O Brasil entregou novo rascunho da decisão da Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2025 (COP30), nesta sexta-feira (21/11). O texto, que foi enviado às 3h da manhã, gerou revolta entre os países participantes do evento e de organizações ambientais, pois ignora as problemáticas do uso dos combustíveis fósseis, tema destacado por diversas nações e pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Cerca de 30 países já sinalizaram que discordam do novo documento. “Não podemos apoiar um texto que não inclua um roteiro para uma transição justa, ordenada e equitativa para a eliminação dos combustíveis fósseis”, disseram os signatários da carta que critica as decisões escolhidas pelo Brasil. Colômbia, Costa Rica, França, Reino Unido, Holanda e Espanha estão entre eles.

O primeiro rascunho, divulgado ainda nesta semana, continha duas menções ao tópico. Uma delas sugeria “criar uma mesa ministerial de alto nível para ajudar países a desenvolver mapas do caminho justos, ordenados e equitativos”. A outra era uma parte opcional do documento, que declarava a necessidade da “transição para longe dos combustíveis fósseis” nas NDCs (metas oficiais de cada país na diminuição da emissão de gases do efeito estufa).

“Isto não está nem perto da ambição que precisamos em mitigação. Estamos decepcionados com o texto atualmente em discussão”, falou o comissário do clima da União Europeia, Wopke Hoekstra.

A nova versão preliminar da decisão, além de não criar roteiros para incentivar a transição energética, retirou as menções citadas anteriormente. Especialistas acreditam que o recuo brasileiro vem da resistência de países petroleiros, como Arábia Saudita, Irã e Rússia, que já sinalizaram que não concordam com a volta do termo, depois de ser excluído da COP29. De acordo com eles, a COP não tem o dever de “interferir nas escolhas nacionais de matriz energética”. Eles articularam contra o tópico.

Outras questões, como financiamento e a omissão de um plano contra o desmatamento também desagradaram os membros da conferência, que deve acabar neste fim de semana.

*Estagiária sob a supervisão de Andreia Castro

Com informações do Correio Braziliense

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