Prisões temporárias venceram após três dias. Outros cinco investigados, incluindo o dono do banco, seguem detidos por suspeita de integrar esquema que teria movimentado R$ 12,2 bilhões em créditos fictícios
Dois investigados pela Polícia Federal na operação que apura um esquema de fraudes no Banco Master foram soltos na noite de quinta-feira (20/11). Eles deixaram a sede da Superintendência da PF em São Paulo após o vencimento das ordens de prisão temporária, que tinham validade de três dias e não foram renovadas.
Foram soltos André Felipe de Oliveira Seixas Maia, diretor de uma empresa suspeita de participação no esquema; e Henrique Souza Silva Peretto, sócio de outra empresa investigada por ligação com as fraudes.
Outros cinco investigados seguem presos. Eles têm prisão preventiva decretada, modalidade sem prazo determinado, e continuam na Superintendência da PF.
São eles: Daniel Bueno Vorcaro, dono e presidente do Banco Master; Augusto Ferreira Lima, ex-CEO e sócio do Master; Luiz Antônio Bull, diretor responsável pelas áreas de Riscos, Compliance, RH, Operações e Tecnologia; Alberto Felix de Oliveira Neto, superintendente executivo de Tesouraria; e Ângelo Antônio Ribeiro da Silva, sócio do banco.
As prisões ocorreram depois de o Banco Central (BC) decretar a liquidação extrajudicial do Banco Master, medida tomada na sequência do anúncio de compra pela Fictor Holding Financeira.
A operação da PF, batizada de Compliance Zero, investiga a venda de R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito que nunca existiram do Banco Master para o Banco de Brasília (BRB). Segundo os investigadores, o grupo ainda tentou justificar a movimentação ao BC usando documentos falsificados.
O Master vinha registrando forte expansão nos últimos anos, impulsionado por uma estratégia considerada arriscada por analistas, a oferta de CDBs com remuneração muito acima da média de mercado, o que atraiu milhares de investidores amparados pela garantia do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Com informações do Correio Braziliense
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