Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes busca terminar o que Adélio Bispo, autor da facada contra seu pai na campanha de 2018, começou.
Bolsonaro foi preso na manhã deste sábado (22) por determinação de Moraes, relator do caso da trama golpista do STF. O ministro citou risco de fuga para a embaixada dos Estados Unidos e violação da tornozeleira na madrugada em sua decisão.
“Moraes está tentando terminar o trabalho que Adélio Bispo começou. É uma tentativa de assassinato, nada menos do que isso. Ele matou o Clezão da mesma forma e saiu impune. Precisamos entender que Alexandre de Moraes é um psicopata; aquele assassinato serviu para testar os métodos de execução que estão disponíveis para ele. Qualquer regime de exceção visa eliminar fisicamente seus dissidentes;
Alexandre de Moraes apenas segue a cartilha de todo tirano psicopata que veio antes dele”, escreveu Eduardo no X, ex-Twitter.
Eduardo também escreveu mensagem semelhante em inglês. Ele está desde março nos Estados Unidos em busca de sanções contra Moraes para tentar evitar punições ao pai.
“O objetivo de Alexandre de Moraes é bem simples: matar meu pai. Terminar o serviço que a esquerda já tentou. Alexandre de Moraes é, hoje, apenas um capanga que faz o serviço sujo do regime de exceção que visa tomar o poder e eliminar completamente a oposição política no Brasil. A diferença entre Alexandre e Adélio é apenas dos meios disponíveis para cometer o assassinato. São dois pistoleiros de aluguel, a serviço de criminosos que sequestraram o poder no Brasil”, continuou ele na postagem.
Jair Bolsonaro foi levado para a Superintendência da Polícia Federal em Brasília, onde permanecerá em um quarto com ar-condicionado, banheiro privativo, televisão e frigobar.
Na decisão, Moraes também mencionou risco à ordem pública, considerando que uma vigília de apoiadores havia sido convocada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho mais velho dele, para a noite deste sábado.
Em live nas redes sociais nesta tarde de sábado, Flávio chamou a decisão é a “destruição da nossa democracia”.
“O que Alexandre de Moraes fez hoje foi criminalizar o direito sagrado e constitucional de reunião, o direito sagrado e constitucional do livre exercício da minha crença. O que ele está dizendo, nessa sentença, é que eu não posso orar pelo meu pai, que eu não posso orar pelo meu país, que eu não posso pedir ao padre para rezar um pai nosso no carro de som, porque isso seria um subterfúgio para a fuga de Bolsonaro”, disse Flávio.
Na live, o senador pelo PL do Rio de Janeiro chorou e orou: “Tenho certeza que o Senhor não vai desampará-lo”.
Originalmente publicado em Jornal de Brasília
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