Casa Brasil Em 2 meses, caso Master leva BC a liquidar 7 instituições financeiras
Brasil

Em 2 meses, caso Master leva BC a liquidar 7 instituições financeiras

Compartilhar
Compartilhar

Com todas as empresas do empresário Daniel Vorcaro sob liquidação, FGC estima impacto bilionário e PF mantém investigações

Com a liquidação do Will Bank, esta é a sétima intervenção do Banco Central no escopo do caso Master, hoje investigado pela Polícia Federal (PF) em inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), sob relatoria do ministro Dias Toffoli.

As liquidações efetivadas pelo BC tiveram início em novembro do ano passado, quando as principais instituições do Banco Master, controladas pelo empresário Daniel Vorcaro, foram liquidadas.

No mesmo dia, o banco Letsbank, que era comandado pelo empresário Maurício Quadrado, ex-sócio do Master, também foi liquidado. O empresário consta entre os alvos de busca e apreensão no âmbito da segunda fase da Operação Compliance Zero, cumprida pela PF dia 14 de janeiro.

Dentro do conglomerado Master, as instituições individuais ligadas a Vorcaro são apenas três: o próprio Master, o Letsbank e o Will Bank. Com a liquidação das três, todas as instituições diretamente ligadas ao empresário estão em processo de liquidação.


Linha do tempo

  • Em 18 de novembro, o BC decretou a liquidação extrajudicial das instituições do grupo Master: Banco Master S/A; Banco Master de Investimento S.A.; Banco Letsbank S.A.; Master S/A Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo S.A.
  • Já em 15 de janeiro, o BC liquidou a CBSF Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., anteriormente conhecida como Reag Trust Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A.
  • Por último, o BC decretou a liquidação da Will Financeira S.A. – Crédito, Financiamento e Investimento, popularmente conhecida como Will Bank.

Em 2 meses, caso Master leva BC a liquidar 7 instituições financeiras - destaque galeria

Além das instituições ligadas a Vorcaro, como as próprias instituições do Master e bancos relacionados, a corretora Reag foi liquidada extrajudicialmente por ato assinado pelo presidente do BC, Gabriel Galípolo.

Elo com o PCC

Dentro do escopo das investigações da PF, fundos da corretora têm ligações com o Primeiro Comando da Capital (PCC), em operação deflagrada ainda em 2025. O fundador da instituição é João Carlos Mansur, também alvo da PF no âmbito da Compliance Zero.

Em apenas cinco anos, de 2020 a 2025, o patrimônio sob gestão da Reag se multiplicou por quase 14 vezes: passou de R$ 25 bilhões para R$ 341 bilhões. As apurações também apontam que a corretora pode ter sido utilizada para inflar ou ocultar riscos do Master, envolvendo uma tentativa de venda ao Banco de Brasília (BRB), vetada pelo BC.

Fundos ligados à própria corretora adotaram, junto à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), sigilo sobre suas carteiras, omitindo o detalhamento dos ativos por prazo de seis meses, conforme mostrou o Metrópoles.

FGC

A liquidação do Will Bank aumentou a pressão sobre o Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que já está em processo para desembolsar R$ 40,6 bilhões relativos ao Banco Master. Com a nova medida, o rombo pode se aproximar de R$ 50 bilhões.

Dados do IFData, sistema do Banco Central que consolida informações contábeis das instituições financeiras, mostram que a Will Financeira mantinha R$ 6,5 bilhões em depósitos a prazo na data-base de setembro do ano passado — último balanço disponível. Em nota, o FGC informou que esse valor, atualmente, foi reduzido para R$ 6,3 bilhões.

Esses depósitos correspondem principalmente a Certificados de Depósito Bancário (CDBs), títulos emitidos pelos bancos para captar recursos junto ao público, com prazo definido para resgate e remuneração por juros.

Por se tratarem de passivos das instituições financeiras, esses valores precisam ser devolvidos aos investidores e contam com a garantia do FGC até o limite de R$ 250 mil por CPF ou CNPJ.

Entretanto, segundo o BC, como o Will Bank fazia parte do conglomerado Master, isso pode afetar o valor estimado dos desembolsos a serem realizados pelo fundo, uma vez que alguns beneficiários já teriam superado o limite de garantia.

“Especificamente, os clientes que adquiriram produtos elegíveis a garantia do FGC antes da aquisição pelo Banco Master, em 30/08/2024, têm a garantia preservada. A partir de 01/09/2024, nos casos em que o cliente possua produtos em ambas as instituições, os valores serão consolidados por CPF ou CNPJ, respeitando o limite de R$ 250 mil. Caso o credor já tenha recebido o valor limite da garantia de R$ 250 mil na liquidação das instituições Banco Master, Banco Master de Investimento ou Letsbank, não haverá valores adicionais a receber do FGC, uma vez que todas as instituições pertencem ao mesmo conglomerado financeiro”, explicou o FGC, em nota.

Com informações do Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Artigos Relacionados

Brasil Digital vai levar TV pública e gratuita a mais 20 municípios de seis estados

Moradores de 20 municípios brasileiros passarão, em breve, a ter mais opções...

Mutirões deste fim de semana ofertam 13 mil vagas para perícia médica do INSS

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) promove, neste fim de semana...

Brumadinho: Justiça rejeita recurso da Vale e mantém auxílio a vítimas

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) rejeitou um recurso apresentado pela...

Mendonça autoriza transferência de Vorcaro para presídio federal

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira...