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Ibaneis diz que “nunca tratou do BRB” com Vorcaro e confiou em Paulo Henrique

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O governador disse que bancou a operação de compra do Master pelo BRB politicamente porque presidente dizia que era “excelente negócio”

O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), disse que “nunca” tratou sobre o Banco de Brasília (BRB) com o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro. Ao Metrópoles Ibaneis confirmou ter encontrado Vorcaro em ao menos duas ocasiões, incluindo almoço na mansão do banqueiro, em Brasília, mas negou ter falado das operações do BRB com o Master.

“Estive na casa dele [Vorcaro] uma vez. Fui convidado para um almoço. Nunca tratei de banco com ele. As operações todas foram feitas pelo Paulo. Nunca tratei com Vorcaro nada de compra de banco, de compra de ação, de nada. Quando encontrei com ele, fui convidado para um almoço na casa de um empresário que eu não conhecia. Cheguei lá mudo e saí calado. Não tratei de nada, até porque não entendo nada disso”, afirmou o titular do Palácio do Buriti.

O governador disse que também esteve com Vorcaro em São Paulo durante a festa de aniversário de um amigo em comum. Mas, segundo Ibaneis, ele pessoalmente nunca falou dos negócios entre as instituições e ressaltou que confiou nas informações repassadas pelo ex-presidente do BRB Paulo Henrique Costa, que estava na função há sete anos.Play Video

Ibaneis deu as declarações após o Estado de S. Paulo revelar trecho do depoimento de Daniel Vorcaro no qual ele teria afirmado à Polícia Federal que conversou “algumas vezes” com Ibaneis sobre a venda do Master ao BRB.

O governador afirmou que “bancou” politicamente a operação de compra do Master pelo BRB, que acabou barrada pelo Banco Central, diante dos relatos positivos feitos pelo então presidente do BRB.

“Toda a negociação de compra foi feita pelo Paulo Henrique. O Paulo sempre me afirmou que era um excelente negócio, porque ele ]Master] tinha muitos ativos e só iria trazer parte boa. Não tinha motivo para desconfiar do Paulo. Paulo trabalhou comigo sete anos, pegou banco quebrado e transformou em um banco de âmbito nacional. Como eu ia desconfiar de Paulo?”, declarou o governador do DF.

“Eu procuro nomear pessoas técnicas. O Paulo era técnico, era vice-presidente da Caixa Econômica. E ele deu resultados. Aqui em Brasília, toda roda de empresário que você chegava só tinha elogios ao trabalho do Paulo”, afirmou.

Questionado se arrepende das declarações em favor do negócio, que gerou prejuízo ao BRB, Ibaneis disse: “Não, porque fiz diante do dado que tinha à época”.

“Você me dá uma informação, eu confio na informação que você me passa e eu defendo a informação. Não vejo erro político. Agora, se tecnicamente tivesse problema a ser resolvido na compra de carteiras, isso era da alçada do Paulo. Porque, como eu não entendia das operações, eu confiei mesmo. Não sabia o que estava comprando, vendendo, o que estava fazendo”, enfatizou.

Com informações do Metrópoles

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