A Serasa promove, a partir de hoje até 1° de abril, a 35ª edição do Feirão Serasa Limpa Nome, o maior mutirão de negociação de dívidas do Brasil. Endividados poderão renegociar dívidas com descontos de até 99% com mais de 2,2 mil empresas parceiras, recorde de adesão e um aumento de 32,6% em relação à edição realizada em novembro de 2025.
O objetivo é conter a alta da inadimplência, que atinge a marca histórica de 81,3 milhões de consumidores com débitos negativados neste início de ano. Ao todo, são mais de 620 milhões de ofertas disponíveis em âmbito nacional, contemplando dívidas com bancos, financeiras, empresas de contas básicas, como água, luz e gás, operadoras de telefonia, securitizadoras e diversos outros segmentos. Com oportunidade de quitação via Pix, a Serasa vai garantir a baixa da negativação instantânea e o nome limpo na hora, além da possibilidade de reflexo positivo imediato no Serasa Score.
A iniciativa conta com o apoio dos Correios, que oferecem atendimento presencial gratuito em mais de sete mil agências espalhadas pelo país. O presidente da instituição, Emmanoel Rondon, destaca que a parceria demonstra o compromisso da estatal com o atendimento humanizado, inclusão social e oferta de serviços que impactam positivamente a vida dos brasileiros. “Os Correios têm um papel fundamental na prestação de serviços à população, especialmente por estarem presentes em todo o país. Essa parceria com o Serasa amplia o acesso da população à negociação de dívidas, levando informação, orientação e oportunidades reais de regularização financeira a quem mais precisa”, ressalta Rondon.
Inadimplência
A nova edição do Mapa da Inadimplência e Negociação de Dívidas da Serasa mostrou que o Brasil encerrou janeiro com 81,3 milhões de brasileiros endividados, um crescimento de 71.317 pessoas em relação a dezembro de 2025. De acordo com o levantamento, o país soma 327 milhões de débitos ativos, que totalizam R$ 524 bilhões em dívidas. Entre os principais segmentos estão bancos e cartões de crédito (26,3%), contas básicas (22%) e empresas financeiras (19,8%) — instituições que oferecem crédito, mas não se enquadram como bancos tradicionais.
Para a diretora da Serasa, Aline Maciel, o resultado de janeiro mostra um cenário preocupante. “A inadimplência não é apenas um reflexo de atrasos pontuais, mas de um contexto econômico que pressiona o orçamento das famílias e dificulta o planejamento financeiro de longo prazo. Por isso, o Feirão vai além da negociação de dívidas e pode ser o primeiro passo de uma jornada de educação financeira, ao permitir que o consumidor entenda sua situação, renegocie compromissos em condições mais justas e volte a planejar o futuro com mais clareza”, diz Maciel.
Hora de calcular
O CEO da Sttart Pay, Carlos Henrique Jr., afirma que feirões como o da Serasa ajudam a reduzir o estoque de dívidas em atraso, com efeitos estatísticos e operacionais relevantes no curto prazo, já que não alteram os pontos macroeconômicos determinantes do problema. “Na prática, eles reúnem credores dispostos a conceder descontos e parcelamentos padronizados e colocam isso em um canal de fácil acesso, o que diminui atritos de negociação e custo de cobrança”, explica. Carlos também ressalta que iniciativas como essa são econômicas para as instituições credoras. “Para o credor, concentrar ofertas em um “mutirão” aumenta a recuperação de crédito com menor despesa de cobrança, melhora previsibilidade de caixa e permite segmentar melhor quem paga à vista, quem parcela e quem não consegue pagar”, destacou.
Já para quem precisa pagar e quer se livrar da dívida, é um incentivo para colocar um ponto final na inadimplência, mas alerta que cada brasileiro precisa avaliar bem as propostas. “Para o devedor, o incentivo vem do desconto, da possibilidade de “limpar o nome” e do retorno ao mercado formal de crédito e serviços. Esses programas podem empurrar parte das famílias para acordos que ainda comprimem renda disponível, se não houver avaliação realista do orçamento. Por isso, os melhores desenhos são os que combinam desconto com parcelamento compatível com renda e com orientação de priorização de dívidas mais caras, como rotativo do cartão e cheque especial, que costumam ser o núcleo do efeito bola de neve”, pontuou.
Além da renegociação
Mesmo que os feirões funcionem como um bote salva-vidas, especialistas destacam que a inadimplência é multifatorial e não se resolve apenas com renegociações. Para o head de crédito e risco da Finza, fintech especializada em soluções financeiras, Weber Luiz Torniziello Filho, para sair do cenário atual, é preciso de atuação em algumas frentes, como educação financeira permanente, começando da escola; ambiente de crédito mais competitivo; troca inteligente de linhas caras por linhas mais baratas, como substituir o cheque especial e o rotativo do cartão por crédito pessoal com menor taxa; e estímulo à renda e produtividade.
“Quando há desaceleração, mesmo com emprego alto, a renda tende a crescer menos e isso impacta diretamente a capacidade de pagamento das famílias. Aqui entra um ponto importante: a nova tabela do IRPF em 2026, que isenta rendimentos até R$ 5 mil e reajusta a faixa para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7.350, deve aumentar a renda disponível de milhões de trabalhadores. Esse ganho de liquidez pode ajudar na reorganização financeira das famílias e reduzir a pressão sobre o orçamento”, comentou.
Selic pressiona endividados
De acordo com Weber Luiz Torniziello Filho, a Selic no patamar de 15% ao ano eleva o custo do dinheiro em toda a economia compromete a renda das famílias brasileiras. “Embora o mercado de trabalho esteja forte, o crédito encarece, a rolagem da dívida se torna mais difícil e o comprometimento da renda aumenta. Isso pressiona especialmente as famílias que já operavam com orçamento apertado. Além disso, a desaceleração econômica no último trimestre reduz o dinamismo da renda e da atividade, criando um ambiente em que juros altos têm impacto ainda mais sensível sobre a inadimplência”, destacou.
Contudo, para o especialista, a perspectiva de redução da taxa de juros em março é um sinal positivo. “Especialmente porque ocorre em um contexto de inflação convergindo para a meta nos próximos anos. Se esse movimento se consolidar, o ambiente de crédito tende a melhorar gradualmente. Refinanciamentos ficam mais acessíveis e o custo de novas dívidas pode cair”, explicou.
Com informações do Correio Braziliense
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