TaguaCei — O ex-governador do Distrito Federal e deputado federal eleito Agnelo Queiroz (PT) criticou a demora para o início do tratamento contra o câncer na rede pública de saúde do DF e defendeu a ampliação da telemedicina como alternativa para reduzir as filas de consultas com médicos especialistas.
Em entrevista à RECORD Brasília, Agnelo afirmou que pacientes do Distrito Federal chegam a esperar, em média, 600 dias entre o diagnóstico da doença e o início do tratamento. Ele classificou o cenário como grave e cobrou medidas para acelerar o atendimento, especialmente nos casos de câncer.
“Isso é criminoso. Nós não podemos deixar isso. Isso é barbaridade”, declarou o político ao comentar o tempo de espera enfrentado pelos pacientes.
Telemedicina para reduzir filas
Agnelo também criticou a falta de participação do Distrito Federal em iniciativas de telemedicina do Ministério da Saúde. Segundo ele, o programa federal oferece atendimento especializado a moradores de regiões distantes, incluindo comunidades do Amazonas, do Pará e da ilha de Marajó.
Para o ex-governador, a ampliação desse modelo no DF poderia facilitar o acesso a especialistas e contribuir para diminuir o tempo de espera por consultas e avaliações médicas.
Ele defendeu, sobretudo, o uso da tecnologia para agilizar o atendimento de pacientes com suspeita ou diagnóstico de doenças graves, que dependem de rapidez na avaliação e no encaminhamento para o tratamento.
Diagnóstico precoce é fundamental
Durante a entrevista, Agnelo ressaltou que a rapidez no diagnóstico e no início do tratamento é determinante para os resultados no combate ao câncer. Segundo ele, a demora pode comprometer as possibilidades de tratamento e agravar a situação dos pacientes.
O político defendeu que o sistema público priorize a identificação precoce da doença e a redução do intervalo entre o diagnóstico e o atendimento especializado.
A declaração ocorre em meio ao debate sobre os desafios da saúde pública no Distrito Federal, especialmente em relação ao acesso a especialistas, à capacidade de atendimento da rede e à espera por procedimentos médicos.



