. Nunca antes rebelada mensagem carrega sentimentos profundos, memórias marcantes e uma gratidão que ultrapassa gerações. Quando a carta é lida ao vivo durante um programa especial em homenagem à cantora, o país para Roberto Carlos, visivelmente abalado, decide lê-la com a voz embargada e lágrimas nos olhos, revelando ao Brasil uma amizade que poucos conheciam.
E um gesto que marcou para sempre a vida de preta. O auditório da TV Globo estava silencioso, num respeito quase sagrado. Era noite de terça-feira, dois dias após o falecimento de Pretagil, e o programa especial, em homenagem à sua vida e legado reunia artistas, amigos e familiares. Luzes suaves banhavam o palco, onde um imenso telão exibia imagens da cantora.
Desde a infância até os últimos dias de sua luta contra a doença, o clima era de dor, mas também de celebração entre os convidados, Roberto Carlos mantinha a postura que todos conheciam, reservado, contido, os olhos baixos. Mas quem observava com atenção via algo além da tristeza, menos havia um peso no peito do cantor, algo nauditu, algo que ele segurava com força dentro de si.
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