Pequenas pausas no trabalho para se movimentar ajudam a amenizar os danos causados pelo sedentarismo prolongado. Segundo a pesquisa, publicada nesta terça-feira (23/04), no British Journal of Sports Medicine, intervalos de até cinco minutos melhoram o humor, diminuem a fadiga e não prejudicam o desempenho no trabalho, além de favorecer a saúde. O estudo foi liderado pela Universidade de Columbia, nos Estados Unidos.
Para descobrir a viabilidade e a eficácia dessas pausas, os pesquisadores contaram com a participação de 19.342 adultos no desafio interativo “Body Electric Challenge” (desafio do corpo elétrico, em tradução livre), organizado pela National Public Radio nos EUA.
Quase 60% dos participantes fizeram pausas para caminhada de 5 minutos na frequência que eles mesmos escolheram, a cada 30, 60 ou 120 minutos durante 14 dias consecutivos, precedidos por uma semana de rotina normal.
Uma parte dos voluntários recebeu um questionário, diariamente, ao longo das três semanas, para avaliar mudanças na fadiga, humor e desempenho no trabalho. Já uma amostra aleatória de 1200 funcionários, em tempo integral, recebeu cinco formulários por dia para avaliar o impacto imediato das pausas para movimentação.
Menos fadiga
A análise dos resultados da pesquisa mostrou que todas as três frequências de pausas foram classificadas como viáveis, aceitáveis e apropriadas. Os níveis de fadiga e baixo astral relatados diminuíram, enquanto o bom humor relatado aumentou significativamente.
Embora a frequência de 120 minutos tenha demonstrado o maior potencial de implementação, foi a menos eficaz, e embora a frequência de 30 minutos tenha produzido as melhorias mais significativas em termos de fadiga e humor, obteve baixa pontuação em viabilidade e adesão, explicam os pesquisadores.
“A preocupação de que as pausas para movimentação possam prejudicar a produtividade no trabalho tem sido documentada como uma barreira percebida à implementação e adoção. No entanto, nossas descobertas contradizem essa percepção”, afirmam os pesquisadores.
Segundo os autores, o estudo em larga escala demonstra que as pausas para movimentação são implementáveis e eficazes, “corroborando seu potencial como estratégia de saúde pública e fornecendo novas informações sobre dosagens viáveis e eficazes para implementação no mundo real, que podem ser integradas às diretrizes existentes e testadas em ensaios futuros”.
Com informações do Correio Braziliense
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