Fernando Haddad critica gestão Tarcísio após incêndio em trem privatizado e promete rever concessões

São Paulo – O pré-candidato ao Governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), criticou duramente a gestão do governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) após o incêndio registrado em um trem da Linha 12-Safira, administrada pela concessionária privada Trivia Trens. O incidente provocou interrupções no serviço, deixou milhares de passageiros sem transporte e obrigou pessoas a caminharem pelos trilhos para deixar as composições.

Em publicação nas redes sociais, Haddad atribuiu o episódio ao modelo de privatização adotado pelo governo estadual e afirmou que as falhas recorrentes demonstram problemas de gestão.

“Passageiros andando pelos trilhos em linhas privatizadas da CPTM em pane por dias seguidos. Isso é falta de gestão do governo Tarcísio”, declarou o ex-ministro da Fazenda. Segundo ele, os problemas enfrentados pelos usuários do sistema ferroviário refletem falhas na condução das concessões públicas.

Haddad também associou as críticas à privatização da Sabesp, afirmando que, após a concessão, aumentaram as reclamações sobre falta de abastecimento de água e reajustes nas tarifas. O petista defendeu que, caso seja eleito governador em 2026, revisará os contratos de concessão da CPTM, da Sabesp e de outros serviços públicos estaduais para garantir maior eficiência e proteção aos usuários.

Incêndio provocou caos no transporte

O incêndio em uma composição da Linha 12-Safira ocorreu após uma falha elétrica e causou a paralisação das Linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade. Vídeos gravados por passageiros mostraram chamas na composição, fumaça e usuários caminhando pelos trilhos em meio à escuridão. Apesar do susto, não houve registro de feridos.

Diante da sequência de problemas registrados poucos dias após a concessionária assumir integralmente a operação das linhas, o Governo de São Paulo determinou que a CPTM reassuma temporariamente a gestão do serviço por até 90 dias, enquanto são apuradas as causas das falhas.

Governo ameaça romper contrato

Após o incidente, o governador Tarcísio de Freitas classificou a situação como “inaceitável” e afirmou que a prioridade do governo é garantir segurança e qualidade no transporte dos passageiros. O chefe do Executivo paulista também declarou que poderá decretar a caducidade do contrato caso a concessionária não cumpra as obrigações previstas na concessão.

O episódio intensificou o debate sobre o modelo de privatizações adotado no estado e passou a ocupar espaço central na disputa política paulista, com a oposição defendendo maior controle público sobre serviços essenciais e o governo estadual sustentando que as falhas serão corrigidas sem comprometer o programa de concessões.

Taguaci

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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