Lula apresenta propostas para ampliar acesso à cultura nas periferias

Lula aparece entre os músicos Chico Buarque e Paulinho da Viola durante ato com artistas na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro.
Crédito da imagem: Ricardo Stuckert

TaguaCei — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, na noite de quarta-feira (23), de um ato com artistas, lideranças políticas e representantes do setor cultural na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Durante o encontro, apresentou propostas para ampliar o acesso à cultura nas periferias e defendeu mudanças para garantir maior continuidade das políticas culturais.

O encontro ocorreu durante a campanha eleitoral e reuniu nomes como Chico Buarque, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Daniela Mercury, Zélia Duncan, Lenine, Chico César, Fernanda Abreu, Malu Mader e Marieta Severo. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, também participou do evento.

Cultura como política de Estado

Uma das propostas apresentadas por Lula é alterar a Constituição para dar maior estabilidade às políticas culturais. Segundo relatos sobre o encontro, o presidente defendeu que a cultura seja tratada como uma política de Estado, e não apenas como uma política vinculada a cada governo.

A discussão ocorre em um momento de ampliação de iniciativas federais voltadas ao setor audiovisual e à produção cultural. Em maio, por exemplo, Lula participou do lançamento da Tela Brasil, plataforma pública de streaming destinada à exibição de produções brasileiras.

A proposta apresentada no Rio também dialoga com o debate sobre a descentralização dos investimentos culturais e a ampliação do acesso da população a equipamentos públicos e iniciativas de produção artística.

Equipamentos culturais nas periferias

Durante o ato, Lula defendeu a ampliação da presença de teatros, cinemas, bibliotecas e outros espaços culturais em comunidades periféricas.

A ideia é aproximar os equipamentos e investimentos culturais dos locais onde vivem os moradores, reduzindo a concentração de atividades nos grandes centros e estimulando também a produção artística realizada nas próprias comunidades.

O tema tem relação com experiências e iniciativas culturais desenvolvidas em diferentes regiões do país. Em Brasília, por exemplo, o Festival de Brasília do Cinema Brasileiro levou parte da programação para regiões administrativas como Planaltina, Taguatinga e Samambaia em sua 59ª edição.

O audiovisual também foi destacado em outra reportagem do TaguaCei, que mostrou a importância do festival para a formação de público, a descoberta de talentos e a produção cinematográfica.

Artistas e produção cultural

O encontro no Rio reuniu artistas de diferentes áreas e gerações. Entre os participantes estavam Chico Buarque, Paulinho da Viola, Zeca Pagodinho, Daniela Mercury, Zélia Duncan, Lenine, Chico César, Fernanda Abreu, Malu Mader e Marieta Severo.

A presença de artistas ocorre em meio a uma mobilização de integrantes do setor cultural durante a campanha eleitoral. Nos últimos dias, nomes como Caetano Veloso, Gilberto Gil, Paulinho da Viola, Malu Mader, Sophie Charlotte, Xamã e Zélia Duncan também declararam publicamente apoio à candidatura de Lula.

O apoio de Lula a Caetano Veloso e Maria Bethânia também já foi registrado pelo TaguaCei neste ano, após a premiação dos dois artistas no Grammy.

Cultura também aparece no debate do Distrito Federal

A discussão sobre políticas culturais também está presente na campanha eleitoral no Distrito Federal.

Em setembro, o candidato a deputado federal Agnelo Queiroz falou sobre a necessidade de fortalecer o setor cultural no DF, ampliar o espaço para artistas e preservar manifestações culturais. A reportagem do TaguaCei sobre cultura e os desafios do setor no DF também abordou ações relacionadas à área durante sua passagem pelo Governo do Distrito Federal.

Brasília ainda recebeu, neste ano, o título de Capital Ibero-Americana de Patrimônio Cultural, em uma agenda voltada à preservação do patrimônio material e imaterial e ao intercâmbio de políticas culturais.

Propostas para um eventual novo mandato

Ao apresentar suas propostas para a área, Lula defendeu a ampliação dos investimentos culturais e a criação de mecanismos que deem maior continuidade às políticas públicas.

A proposta de levar teatros, cinemas, bibliotecas e espaços de criação para regiões periféricas está relacionada à ideia de ampliar o acesso da população à produção artística e, ao mesmo tempo, estimular novos talentos.

A discussão também ocorre em um cenário no qual diferentes políticas culturais buscam descentralizar recursos e oportunidades. Em Brasília, por exemplo, o Festival Latinidades reuniu artistas, escritores, produtores culturais e outras manifestações da cultura negra.

O encontro na Fundição Progresso também teve discussões sobre outros temas da agenda nacional. A cantora Daniela Mercury defendeu o fim das plataformas de apostas esportivas, enquanto Lula voltou a falar sobre as bets e as medidas do governo para o setor.

A agenda cultural apresentada no Rio, portanto, inclui tanto a defesa de mudanças estruturais nas políticas públicas quanto propostas de descentralização dos equipamentos e investimentos para ampliar o acesso à cultura nas periferias.

Fonte: Brasil 247

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