Casa Brasil Salário médio de juízes em 2025 foi de R$ 99 mil, mostra levantamento
Brasil

Salário médio de juízes em 2025 foi de R$ 99 mil, mostra levantamento

Compartilhar
Compartilhar

Segundo estudo, um a cada quatro magistrados recebeu R$ 1 milhão acima do teto. STF retoma discussão sobre penduricalhos nesta quarta

O salário bruto médio mensal dos magistrados da justiça estadual brasileira foi de R$ 99 mil em 2025. O levantamento, publicado nessa terça-feira (24/3), foi feito pelas organizações Transparência Brasil e República.org.

De acordo com o estudo, os tribunais de justiça estaduais pagaram mais de R$ 10,7 bilhões acima do teto constitucional em 2025.

A análise aponta que 98% dos magistrados receberam valores além do limite permitido, que é R$ 46.366,19 mensal. Um a cada quatro magistrados recebeu R$ 1 milhão acima do teto no acumulado do ano.Play Video

O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) é o principal responsável por esses números, com 3.039 de seus membros (88% do órgão) recebendo acima de R$ 1 milhão extrateto. O maior valor total pago acima do teto para um único magistrado durante todo o ano de 2025 foi de R$ 2,8 milhões a uma juíza do Piauí.

Esse fenômeno é impulsionado por “penduricalhos”, como pagamentos retroativos e licenças compensatórias, que elevam os salários médios a patamares muito superiores ao permitido pela Constituição.

Discussão no STF

Nesta quarta-feira (25/3), o STF retoma o julgamento sobre o pagamento de verbas indenizatórias a membros de Poderes sem previsão expressa em lei. Os pagamentos foram suspensos por liminares dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes. Agora, os ministros avaliam se vão manter a decisão ou não.

Eles devem se basear em uma nota técnica feita por uma comissão criada pela Corte para apresentar propostas em relação aos penduricalhos no Judiciário. A comissão identificou que foram gastos R$ 9,8 bilhões com penduricalhos para a magistratura. No caso do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), foram R$ 7,2 bilhões.

O documento propõe soluções transitórias e estruturais. No primeiro caso, seria a adoção da legislação do Imposto de Renda como parâmetro para definir verbas indenizatórias. Mas, a longo prazo, a solução seria uma definição clara do que é verba remuneratória e o que é efetivamente indenizatória, a criação de mecanismos para reajustar a remuneração de base de forma automática e a implementação de sistemas que permitam a fiscalização comparativa de todos os pagamentos em todos os níveis da federação.

Com informações do Metrópoles

Quer ficar por dentro do que acontece em Brasília, no Brasil e no mundo? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.

Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Compartilhar

Deixe um comentário

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *


Artigos Relacionados

Pedro Uczai (SC)

Pedro Uczai é formado em Estudos Sociais, Filosofia e Teologia. É Mestre...

Governo Lula prepara ofensiva contra fake news sobre o fim da escala 6×1

Governo Lula prepara ofensiva contra fake news sobre o fim da escala...

Plano de Flávio Bolsonaro: a ressurreição do fracasso de Guedes contra o povo

Projeto do “filho 01” prevê congelar aposentadorias, saúde e educação para garantir...

INSS paga primeira parcela do 13º de aposentados e pensionista a partir de sexta (24)

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), começa a pagar, nesta sexta-feira...