taguaci-operacionais nos primeiros dias de concessão levaram o Estado a reassumir, por 90 dias, a operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade
A operação das linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) voltou temporariamente às mãos da empresa pública após uma sequência de falhas registradas nos primeiros dias de gestão da concessionária Trivia Trens. A decisão foi tomada pelo Governo de São Paulo, por meio da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (Artesp), que determinou a retomada da operação por um período inicial de 90 dias enquanto são apuradas as causas dos problemas e avaliadas as responsabilidades da concessionária.
A medida foi anunciada poucos dias depois de a Trivia Trens assumir a operação dos ramais. Logo no início da concessão, falhas técnicas e operacionais provocaram atrasos, paralisações e superlotação, afetando milhares de passageiros da Região Metropolitana de São Paulo e gerando críticas à transição do serviço para a iniciativa privada.
Caos afetou milhares de passageiros
Os problemas registrados nas três linhas causaram longas filas nas estações, plataformas lotadas e dificuldades para quem dependia dos trens para chegar ao trabalho, à escola ou a compromissos médicos. Em diversos trechos, passageiros precisaram aguardar por longos períodos ou buscar meios alternativos de transporte diante das interrupções no serviço.
Diante da repercussão, a Artesp abriu procedimento para investigar as falhas e acompanhar a atuação da concessionária durante o período de intervenção. O governo estadual informou que a CPTM reassumirá integralmente a operação das linhas até que a prestação do serviço volte a atender aos padrões exigidos pelo contrato de concessão.
Debate sobre as privatizações
O episódio reacendeu o debate sobre a concessão dos serviços ferroviários em São Paulo. Sindicatos de ferroviários e especialistas em mobilidade afirmam que a transição para a iniciativa privada exige planejamento rigoroso e mecanismos de fiscalização capazes de garantir a continuidade e a qualidade do atendimento aos usuários.
Críticos da política de concessões argumentam que a ocorrência de falhas logo após o início da operação levanta dúvidas sobre o processo de transferência dos serviços e sobre a capacidade operacional da concessionária. Já o governo paulista sustenta que a retomada temporária da operação demonstra a existência de mecanismos de controle para preservar o interesse público e assegurar o funcionamento do sistema ferroviário.
Operação normalizada
Com a reassunção das linhas pela CPTM, o governo informou que os serviços voltaram a operar normalmente, incluindo o Expresso Aeroporto. Durante os próximos 90 dias, técnicos da empresa pública atuarão na operação enquanto a Artesp conclui a análise das falhas e define os próximos passos em relação ao contrato da Trivia Trens, incluindo a possibilidade de aplicação de sanções previstas na concessão.
O episódio tornou-se um dos principais desafios enfrentados pela política de concessões do transporte ferroviário paulista em 2026 e deve continuar no centro do debate sobre mobilidade urbana, qualidade dos serviços públicos e o modelo de gestão adotado para a malha metroferroviária do estado.
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*Nota de Transparência: Esta reportagem foi reescrita com auxílio de inteligência artificial, com revisão editorial, preservando a fidelidade das informações originalmente divulgadas.


