No Brasil, além do fator econômico, a Lei do Desmonte combate o comércio ilegal, favorece o consumidor e protege o meio ambiente
A figura do ferro-velho, aquele amontoado de sucatas, veículos antigos sem condições de uso ou aqueles resultados de acidentes de trânsito, certamente não é indiferente a qualquer rincão do Brasil. Em casos mais sérios, até mesmo os desmanches ilegais são conhecidos pela população.
O que poucos devem saber é que, desde 2014, com a publicação da Lei Federal nº 12.977, a desmontagem de veículos para reaproveitamento de peças passou a ser regulamentada.
A Lei do Desmonte, com o objetivo de combater o comércio ilegal, favorecer o consumidor e proteger o meio ambiente, criou critérios para o descarte ambiental das peças e resíduos e de rastreabilidade das peças, além da criação de Centros de Desmontagem Veiculares (CDVs).Play Video
Mover
Esse mercado, que hoje, segundo estimativas globais da área, movimenta até US$ 40 bilhões ao ano, começa a atrair grandes players do setor automotivo no Brasil.
“As empresas inadequadas vão saindo do mercado e as montadoras estão começando a olhar para os benefícios que o desmonte legal de veículos aponta em termos de ESG (sigla em inglês para Ambiental, Social e Governança) e de sustentabilidade, principalmente após o programa Mover”, pontua Leonardo Ruocco, porta-voz do segmento brasileiro.
O programa citado por Ruocco é o Mobilidade Verde e Inovação, lançado pelo Governo do Brasil em 2024, como política federal para o setor automobilístico com foco em descarbonização.
Gigante do setor, a Stellantis – que abarca 15 marcas, entre elas Fiat, Jeep, Peugeot e Citroën – instalou o Centro de Desmontagem Veicular Circular AutoPeças em Osasco (SP) no fim de 2025.
Nos primeiros 100 dias de operação, a unidade desmontou 370 veículos e destinou mais de 6 mil peças para retornar ao comércio como impacto direto na economia circular.
Assim foram recicladas 246 toneladas de aço e alumínio, 16 toneladas de plástico e 1 tonelada de cobre.
“Temos uma estimativa de que 480 carros desmontados equivale à proteção de 410 mil árvores a nível de descarbonização. Esse vasto mercado de peças reutilizadas representa sustentabilidade, preservação do meio ambiente e fortalecimento da economia circular”, afirma Ruocco.
Com informações do Metrópoles
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