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Especialistas vão reforçar o SUS

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Ministério da Saúde anuncia seleção de 501 médicos que irão atuar em atendimentos mais complexos, como cirurgias e quimioterapia. Muitos vão atuar em áreas vulneráveis, mas também nas cidades

Por Letícia Corrêa*

O Ministério da Saúde divulgou, nesta segunda-feira (25) a seleção de 501 médicos especialistas para atuar em locais onde há escassez desses profissionais. A primeira chamada do programa Agora Tem Especialistas é destinada ao SUS e tem o objetivo de ampliar o acesso aos atendimentos médicos em todas as cinco regiões do país.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, disse estar otimista em relação à iniciativa. Segundo ele, repetir as propostas que não funcionam não vai diminuir o tempo de espera por atendimento em hospitais. “Quando você cria uma coisa nova, a lente dos incrédulos que só estão acostumados ao que existia antes, eles fazem várias apostas, em geral, todas elas estão erradas”, comentou.

“Eles acreditavam que isso aqui ia lotar de médico que não tem especialidade e que o Ministério da Saúde estava inventando um cursinho rápido de formação de especialista de seis meses. Eles estão equivocados, pois a experiência média na área dos indicados é de 12 anos”, disse Padilha. Cerca de 67% dos especialistas escolhidos pelo programa serão alocados no interior do Brasil. Nas regiões remotas, 25,7% atuarão em áreas consideradas de vulnerabilidade alta ou muito alta; 20% na Amazônia Legal; e 9% nas zonas de fronteira.

Do total de médicos selecionados, 75% serão designados a hospitais públicos, onde realizarão cirurgias, internações e tratamentos, como a quimioterapia. Os outros 18% farão consultas e exames nos ambulatórios. Apesar de regiões interioranas apresentarem maiores níveis de vulnerabilidade médica, as metrópoles brasileiras também precisam de auxílio. Dos 501 profissionais selecionados, 129 irão para grandes centros.

Conforme apontado pelo Coordenador-Geral de Residências em Saúde, Paulo Roberto Alves, a irregularidade na distribuição dos serviços médicos persiste, mesmo nas cidades mais desenvolvidas. “A iniciativa é buscar uma melhor distribuição desse especialista, e ao mesmo tempo, oferecer  um aprimoramento para esse profissional que já concluiu a residência médica ou que tem a aprovação na prova de título das sociedades vinculadas à associação médica brasileira. Então são ofertados os locais em áreas mais vulneráveis que têm capacidade instalada e que possuem o menor número de especialistas por habitante”, explicou o secretário de Gestão e da Educação na Saúde, Felipe Proenço.

“Uma etapa importante nessa iniciativa foi ouvir os gestores locais, falar sobre a estrutura necessária para que esses serviços possam ser realizados pelos especialistas”, acrescentou. O Nordeste, região brasileira com o menor número de médicos especialistas, receberá 260 profissionais. Já o Sudeste vai alocar 125 especialistas, seguido pela região Norte (66); Sul (26) e Centro-Oeste (24). Os médicos serão distribuídos em 212 municípios, reforçando o atendimento em 258 hospitais, policlínicas, centros de apoio diagnóstico e outras unidades da rede pública.

A bolsa-formação dos especialistas selecionados varia de 10 mil a 20 mil reais. O valor é definido conforme a vulnerabilidade social e sanitária dos locais onde irão atuar. “Oitenta por cento desse dinheiro vem do setor público, vem do imposto que cada um de nós paga. Quando nós pagamos e fazemos críticas de que nem sempre estamos felizes com o provimento, com a destinação desse imposto, vamos lembrar que uma boa parte dele está na formação de recursos para quem está muito vulnerável, para quem está numa condição de vulnerabilidade pela sua doença, pela sua integridade física que está comprometida”, completou Paulo Roberto sobre o investimento público na área da saúde.

As atuações começam no dia 18 de setembro e contarão com especialistas de áreas, como ginecologia, anestesiologia, otorrinolaringologia e cirurgia-geral. Segundo Alexandre Padilha, os possíveis desafios da aplicação do programa serão analisados e o número de médicos especialistas só deve aumentar. Os profissionais trabalharão por 20 horas semanais, dessas horas, 16 são para atividades práticas e as outras quatro para mentorias de aprofundamento. O programa terá a duração de um ano.

*Estagiária sob supervisão de Carlos Alexandre de Souza

Com informações do Correio Braziliense

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