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Ataque às portas da Casa Branca eleva tensão em Washington

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Atirador fere gravemente dois militares da Guarda Nacional, antes de ser baleado, em Washington. Presidente Donald Trump não estava na capital. Pentágono reage a atentado e anuncia reforço de 500 homens da corporação

A dois quarteirões da Casa Branca, um atirador abriu fogo contra dois membros da Guarda Nacional — um deles à queima-roupa. Ambos lutavam pela vida em hospitais da região, onde foram internados em estado crítico. Pouco depois do ataque, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, usou a sua plataforma Truth Social para comentar o incidente. “O animal que baleou dois guardas nacionais, ambos gravemente feridos e internados em hospitais diferentes, também está severamente ferido. Independentemente disso, pagará um preço muito alto”, escreveu o republicano. “Deus abençoe nossa Grande Guarda Nacional, e todos os nossos militares. Essas são as verdadeiramente grandes pessoas. Eu, como presidente dos Estados Unidos, e todos aqueles associados com o gabinete da Presidência, estamos com vocês!”

Trump tinha embarcado para o seu resort de Mar-a-Lago, na Flórida, pela manhã. Agentes da polícia isolaram o entorno com fitas e com dezenas de viaturas. O acesso à área em frente à Casa Branca, muito frequentada por turistas, também foi bloqueado. O Aeroporto Internacional Washington Dulles, na capital, chegou a ser fechado temporariamente. 

Desde agosto, Trump mobilizou efetivos da Guarda Nacional para patrulhar Washington D.C., sob a justificativa de combate ao crime. O governo do Distrito de Columbia — equivalente ao Distrito Federal dos Estados Unidos — denunciou Washington por extrapolar seus próprios poderes e atribuições. A mobilização da Guarda Nacional pelo líder republicano teve início em junho, com contingentes em Los Angeles (oeste), Washington e Memphis (sul), todas elas cidades administradas por prefeitos democratas. Gavin Newsom, governador da Califórnia, considerou “horrível” e “inaceitável” o ataque à Guarda Nacional. “Deve haver tolerância zero à violência — de qualquer tipo — contra os corajosos homens e mulheres de uniforme que servem as nossas comunidades e nosso país de forma altruísta.”  

Resposta

Em visita à República Dominicana, o secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, anunciou a mobilização de mais 500 militares adicionais em Washington, em resposta ao atentado. “Isso apenas fortalecerá nossa determinação de garantir que façamos de Washington D.C. (uma cidade) segura e bonita”, declarou Hegseth. Com isso, o aumento planejado de tropas elevará para mais de 2.500 os membros da Guarda Nacional envolvidos no patrulhamento da capital americana. 

Kash Patel, diretor do FBI (polícia federal dos EUA), classificou o ato como “hediondo” e prometeu levar o responsável à Justiça, caso sobreviva dos ferimentos. “Dois dos nossos valentes membros da Guarda Nacional foram atacados em um ato horrível de violência. Eles foram atingidos por disparos. Estão em estado crítico”, afirmou. “O caso será tratado, no âmbito federal, como ataque a um agente da lei federal. O FBI liderará essa missão como nossos parceiros interinstitucionais, incluindo o Departamento de Segurança Interna, o Serviço Secreto, a DEA (agência de repressão a drogas) e a ATF (Agência de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos)”, afirmou. As autoridades não divulgaram a identidade do atirador nem revelaram as motivações do crime. 

Historiador político da American University (em Washington), Allan Lichtman lembrou ao Correio que, a cada ano, 15 mil assassinatos por armas de fogo ocorrem nos Estados Unidos. “Essa tragédia é uma consequência triste da falta de controle de armas nas principais democracias industrializadas. É também uma consequência da utilização da Guarda Nacional para policiamento interno, o que coloca o efetivo da instituição em risco, assim como os policiais comuns”, explicou. “Não me surpreenderia se Trump tentasse politizar essa tragédia. Espero que não o faça, mas tenho pouca esperança.”

EU ACHO…

Alan Lichtman, cientista político da American University (em Washington)
Alan Lichtman, cientista político da American University (em Washington)(foto: Arquivo pessoal)

“A Guarda Nacional não deveria combater o crime em território nacional. Ela não é treinada para isso e tal atribuição viola a Lei Posse Comitatus, de 1878. Certamente é possível que Trump explore essa tragédia para expandir o uso da Guarda Nacional sob o pretexto de que ela é necessária para manter os americanos em segurança.”

Allan Lichtman, historiador político da American University (em Washington) 

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