
Alckmin pede diálogo com EUA e aguarda prazo para medidas
Presidente em exercício voltou a destacar que país norte-americano deve se prejudicar com taxação ao aço
O presidente da República em exercício, Geraldo Alckmin, voltou a falar sobre a guerra comercial com os EUA nesta sexta-feira (28/3). Após participar da inauguração de uma nova fábrica de medicamentos em Jaguariúna, no interior de São Paulo, o chefe de Estado disse que o governo federal deve seguir em diálogo com o país norte-americano e que espera o próximo dia 2 de abril, quando deve haver o anúncio de novas tarifas pelo presidente Donald Trump, para avaliar o cenário.
“Nós entendemos que o Brasil não é problema para os Estados Unidos. Os EUA têm deficit comercial no mundo. Ele mais importa do que exporta. Mas, com o Brasil, ele tem superavit de US$ 18 bilhões em serviços e US$ 7 bilhões em bens, e dos 10 produtos que os EUA mais exportam para o Brasil, 8 têm tarifa zero”, destacou o presidente em exercício.
Alckmin ainda lembrou que há cerca de 4 mil empresas norte-americanas que atuam em solo brasileiro e que os EUA devem se prejudicar com a taxa de importação implementada sobre o aço e o alumínio, que está em vigor desde o último dia 12 de março.
“Nos parece um equívoco o que foi feito. Se pegar o aço, nós somos o terceiro comprador do carvão siderúrgico americano. Fazemos o semi-elaborado e vendemos para eles que fazem o elaborado. É uma cadeia integrada. Isso vai encarecer o produto nos Estados Unidos”, acrescentou.
No próximo dia 2 de abril, devem entrar em vigor novas tarifas sobre produtos agropecuários e automóveis nos EUA, conforme adiantado por Donald Trump. As tarifas, no entanto, ainda não foram anunciadas. Há a expectativa de que outras taxas de importação sejam anunciadas, de acordo com o que vem anunciando o presidente do país, que disse que a data será marcada como o “dia da libertação”, ou “dia da tarifa”.
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