Show no Clube do Choro celebra os 50 anos do álbum ‘Meus Caros amigos’, em que Chico Buarque interpreta Caetano Veloso e Tom Jobim
Vítima de perseguição pelo regime militar, Chico Buarque chegou a ser proibido de assumir a autoria de composições. Em 1974, lança Sinal fechado, álbum em que interpreta canções compostas por amigos como Caetano Veloso e Tom Jobim e, pela primeira vez, assina sob um pseudônimo: Julinho da Adelaide, na canção Acorda, amor.
Dois anos depois, em 1976, retoma a criação autoral com o disco Meus caros amigos, que apresenta colaborações com Milton Nascimento, Augusto Boal e Francis Hime. Agora, em 2026, o aniversário de lançamento do álbum e, principalmente, os parceiros musicais que Chico teve ao longo da carreira são celebrados com o show Meus caros amigos, terça-feira (30/6), às 20h30, no Clube do Choro. Os ingressos custam R$50, à venda no site Bilheteria Digital.
O espetáculo tem participação de Luis Felipe Gama (direção musical), Caio Fonseca (bateria), Rodrigo Salgado (baixo acústico), Ocello Mendonça (violoncelo e saxofone), Marcus Vianna e Márcia Tauil (ambos na voz). A apresentação, explica Gama, foi pensada de forma a homenagear não só Meus caros amigos, como também fazer “um passeio especial pelo conjunto da obra genial do Chico Buarque”.
“A intenção do show é homenagear o álbum, Meus caros amigos, com força poética e musical e com a densidade equivalente a essa que tem no álbum”, diz o diretor. “Isso eu acho que é uma similitude que o público pode esperar, e é a nossa intenção fundamental entre o álbum original e esse show.”
A diferença mais marcante no repertório, além da presença de canções de outros projetos de Chico, são os novos arranjos criados para a apresentação. “Algumas faixas serão feitas como as originais, mas, em outras, nós vamos oferecer ao público uma leitura atual, contemporânea, uma leitura nova das obras geniais do Chico”, conta Gama.
Entre os parceiros musicais de Chico Buarque, Gama destaca Vinícius de Moraes, Djavan, Caetano, Francis Hime, Edu Lobo, Gilberto Gil e, principalmente, Tom Jobim. “É o maior nome, o nome mais paradigmático e fundamental da história da MPB. Não à toa, as parcerias deles são obras-primas”, enfatiza.
Apesar das homenagens aos compositores que ajudaram a elevar o status de Chico Buarque na música brasileira, Gama ressalta a importância do músico no cenário brasileiro. “Chico Buarque, se considerarmos só a obra dele sem levar em conta nenhuma parceria, já seria o Chico Buarque que nós temos, já seria sem dúvida um dos maiores artistas da nossa história”, resume.
Serviço
Meus caros amigos
Terça-feira (30/6), às 20h, no Clube do Choro. Ingressos: R$50 (meia), no site Bilheteria Digital.
*Estagiária sob supervisão de Severino Francisco



