“Tarcísio contratou a empresa do Ministro do Supremo André Mendonça.”

Fui conferir melhor porque há uma diferença importante entre dizer que “Tarcísio contratou André Mendonça” e dizer que um órgão ligado ao governo Tarcísio contratou o instituto fundado por Mendonça.

O que está confirmado
O Instituto Iter, fundado pelo ministro do STF André Mendonça, fechou um contrato de R$ 1.630.758,00 com a Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE), órgão vinculado à estrutura do Governo de São Paulo. O contrato foi firmado em maio de 2026. �
Revista Fórum +

O objeto é a capacitação e desenvolvimento profissional de empregados públicos da FDE, incluindo participação em cursos, formações personalizadas e 30 vagas para cursos de pós-graduação/MBA. �
Portal JT +1
E a licitação?

Segundo as reportagens publicadas nesta sexta-feira (28), a contratação foi feita sem licitação. Esse é justamente um dos pontos que chama atenção e merece ser explicado com cuidado. �
Revista Fórum +1

Importante: o contrato não foi assinado diretamente por Tarcísio de Freitas nem pelo gabinete do governador. Quem contratou foi a FDE, que integra a estrutura administrativa do Estado de São Paulo. Portanto, jornalisticamente, é mais preciso escrever:

“Fundação ligada ao governo Tarcísio contrata instituto fundado por ministro do STF por R$ 1,63 milhão, sem licitação.”
em vez de:

Quem é o Instituto Iter?
O próprio instituto informa que foi fundado por André Mendonça, ministro do STF e do TSE. O Iter atua principalmente na área de formação, cursos, capacitação e educação voltada ao setor público e privado. �
Instituto Iter.

E não é a primeira contratação pública envolvendo o Iter. Em abril, por exemplo, a Prefeitura de São Paulo pagou R$ 183 mil por um curso destinado a 32 servidores da Guarda Civil Metropolitana.

Nesse caso, a prefeitura afirmou que os preços estavam abaixo dos praticados no mercado. �
Folha de S.Paulo.

O ponto que merece investigação
O mais interessante para uma reportagem não é simplesmente afirmar que houve irregularidade — isso ainda precisaria ser demonstrado.

O caminho é investigar: qual foi exatamente a justificativa para a contratação sem licitação; quem autorizou a contratação dentro da FDE; quais cursos serão oferecidos;quem serão os professores;quanto custará cada vaga; se existem empresas concorrentes capazes de oferecer o mesmo serviço; qual é a participação atual de André Mendonça no Instituto Iter; e se há alguma relação entre o contrato e processos ou interesses que envolvam o governo paulista.

Até aqui, o fato comprovável é a existência do contrato de R$ 1,63 milhão entre o Iter e a FDE, órgão da estrutura do governo paulista, e a informação de que ele foi firmado sem licitação. �
Revista Fórum +1Se você quiser, posso �⁠aprofundar a investigação e procurar o contrato original no Diário Oficial/Portal da Transparência, inclusive tentando descobrir qual foi a justificativa jurídica para dispensar a licitação e quem assinou o contrato. Isso deixaria a matéria bem mais forte e segura.

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