247 – O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) cobrou publicamente uma postura firme da TV Globo durante a entrevista do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), marcada para a noite desta sexta-feira (28). Em publicação feita em suas redes sociais, o parlamentar cobrou que os entrevistadores confrontem o candidato da extrema-direita com o histórico de denúncias, investigações e retrocessos associados ao seu grupo político, sob o risco de a emissora demonstrar cumplicidade e indicar claramente sua opção eleitoral nas eleições deste ano.
Na postagem, Lindbergh elencou uma extensa lista de temas centrais que, segundo ele, não podem ser ignorados durante a sabatina. O deputado destacou pontos essenciais para o debate público, como as acusações relativas ao esquema de “rachadinha” na Alerj (Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro), as apurações sobre a movimentação de R$ 61 milhões ligada a Daniel Vorcaro, ex-proprietário do Banco Master, e a aquisição de uma mansão avaliada em R$ 6 milhões em Brasília, além dos 51 imóveis da família Bolsonaro adquiridos com dinheiro vivo.
O parlamentar fluminense também ressaltou a importância de questionar o senador sobre os ataques às instituições democráticas, a tentativa de golpe de Estado, as suspeitas de interferência na Polícia Federal para proteger familiares e as ligações diretas da família com a milícia e o crime organizado, citando nominalmente o ex-capitão Adriano da Nóbrega.
No âmbito social e econômico, Lindbergh enfatizou a necessidade de abordar a postura negacionista do governo Jair Bolsonaro (PL) durante a pandemia de Covid-19, que resultou em mais de 700 mil mortes no país, o retorno da fome evidenciado pela “fila do osso”, a alta da inflação, o desemprego, o apoio à jornada de trabalho na escala 7×0, além das pautas de submissão aos interesses dos Estados Unidos, entreguismo e política de tarifaço.
Para Lindbergh, se Flávio Bolsonaro não for “encurralado” sobre os fatos listados, “a Globo terá escolhido de que lado ela está nestas eleições!”.
Lula na Globo
A cobrança de Lindbergh ocorre no dia seguinte à participação do presidente Lula (PT) no Jornal Nacional, conduzida pelos jornalistas César Tralli e Renata Vasconcellos. Na quinta-feira (27), o chefe do Executivo defendeu o legado de seus governos e contrapôs os resultados de sua atual gestão ao cenário de destruição institucional e social deixado pelo governo de Jair Bolsonaro ao término de 2022.
“Eles desmontaram o País e eu tenho consciência do que nós fizemos”, afirmou o presidente ao sintetizar o esforço da atual gestão para reconstruir programas sociais, combater a fome e reestruturar o Estado brasileiro.
O presidente da República apresentou seu projeto de continuidade administrativa focado na geração de oportunidades para a juventude, na expansão da educação, na criação de empregos e no crescimento econômico sustentável.
Durante a sabatina, Lula respondeu a questionamentos sobre denúncias e investigações, incluindo citações envolvendo seu filho Fábio Luís. O presidente rejeitou categoricamente a existência de acusações concretas e classificou as alegações como “ilação” decorrente de vazamentos atribuídos à Polícia Federal.
Contudo, Lula reiterou que sua postura institucional é de total respeito às autoridades e que não irá interferir em apurações para proteger familiares ou aliados.
Agora, a cobrança do campo progressista é para que a imprensa assegure o mesmo nível de rigor e escrutínio ao sabatinar o representante do bolsonarismo.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



