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Crepúsculo: saga literária que marcou gerações de fãs completa 20 anos

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Lançado em 2005 nos EUA, Crepúsculo marcou uma geração de fãs que se apaixonaram pela história de amor entre Bella e Edward

Vinte anos se passaram desde que os livros de Crepúsculo foram publicados pela primeira vez, nos EUA. De lá para cá, a franquia se consolidou como um dos grandes marcos da cultura pop, conquistando fãs ao longo dos anos. Apesar de ter dividido opiniões na época com sua história de vampiros e lobisomens, continua viva na memória de quem se encantou com os livros de Stephenie Meyer.

No Brasil, o primeiro livro chegou três anos depois dos EUA e logo fez sucesso, com uma tiragem inicial de 50 mil exemplares. O êxito da franquia cresceu ainda mais com os filmes, que lançaram Kristen Stewart, Robert Pattinson e Taylor Lautner ao estrelato.

Crepúsculo pelo olhar dos fãs

Ana Paula Fornari Benvegnu tem atualmente 33 anos e se tornou fã da saga quando tinha 16. Em entrevista ao Metrópoles, ela contou que conheceu os livros porque sempre procurava novidades nas livrarias.

“Na época, eu fui a primeira das minhas amigas a começar a ler os livros. Gostei tanto que indiquei para todo mundo, e meu livro passou de mão em mão, fui emprestando cada hora para uma do meu grupo de amizades. Lembro que quando voltou para mim, já estava até meio desgastado de tanta gente que leu”, relembra ela.

Ana Paula Fornari Benvegnu, fã da saga Crepúsculo, da escritora Stephenie Meyer
Hoje com 33 anos, na Paula Fornari Benvegnu se tornou fã de Crepúsculo quando tinha 16 anos

Ana Paula também recorda de uma polêmica que sempre acompanhou o sucesso do filme: a obra era alvo constante de críticas, e os fãs da franquia muitas vezes se tornavam motivo de piada por gostarem da produção.

Mesmo depois de tantos anos, ela mantém a mesma opinião de quando era jovem e afirma que não sente vergonha de ter apreciado a saga. “Não acho que seja a maior das obras literárias, mas considero a história interessante, fácil de ler e com personagens carismáticos”, destacou.

Gabriela Orleans, hoje com 24 anos, tinha apenas 15 quando leu o primeiro livro da saga e logo se encantou. Seus favoritos são Crepúsculo e Sol da Meia-Noite, spin-off publicado em 2020.

“Esses livros são muito importantes para mim, pois foram eles que despertaram minha paixão pela leitura e pelas histórias de vampiros”, contou.

Para Gabriela, ler os livros da franquia foi uma experiência única e incrível. “Revisitar a saga Crepúsculo traz uma sensação nostálgica e especial. Minha visão sobre a história não mudou, continuo sendo fã e cultivando esse sentimento único que só quem também é fã consegue compreender”, destacou também.

Gabriela Orleans, fã da saga Crepúsculo, da escritora Stephenie Meyer
Fã de Crepúsculo, Gabriela Orleans coleciona vários objetos da franquia

Em meio ao sucesso da saga, uma pergunta dividiu os fãs para sempre entre Time Edward e Time Jacob. Para Ana Paula e Gabriela, porém, a escolha é clara: Time Edward.

“Acredito que todo mundo que leu os livros percebeu que o Jacob nunca teve chance de verdade. Sempre foi o Edward”, brincou Gabriela. Ana Paula ponderou: “Sempre gostei do Edward. Achava ele mais maduro e correto. O Jacob era legal, mas sempre achei que a amizade dele com a Bella era mais bonita do que um possível romance”

Adaptações

Normalmente as adaptações de livros costumam ser um ame ou odeio entre os fãs — especialmente em sagas como Crepúsculo que se tornou um sucesso tanto no cinema quanto nos livros.

Um exemplo é o de Sumaia Adnan Mustafá, de 49 anos. Ela conheceu a franquia pelos filmes e se apaixonou. “Na época todo mundo só falava disso, então fiquei curiosa. Acabei assistindo e gostei da história”, contou ela.

Desde então, ela sempre que pode organiza uma maratona para assistir os filmes. “Quando eu começo, tenho que assistir todos na sequência! Pego um fim de semana, e já sei até as falas de alguns trechos. Mas é sempre bom, parece que volto no tempo. Na verdade, sempre quis ser vampira. Acho divertida essa ideia de não envelhecer, sem contar que o Jacob é um gato”, brincou ela.

Gabriela também faz parte do grupo que adora maratonar os filmes, quase como um “ritual”, embora reconheça que os livros trazem muito mais detalhes e emoções dos personagens.

“O mais engraçado é que, mesmo conhecendo cada fala, cada cena e cada música da trilha sonora, a emoção nunca se perde. Sempre descubro algo novo — um gesto diferente, uma sensação que me surpreende. É como revisitar um lugar que amo e que, de alguma forma, sempre me acolhe”, refletiu.

Já Ana Paula contou que não é tão fã dos filmes, pois acredita que os personagens são mais carismáticos nas páginas. “A Bella é muito mais fácil de gostar nos livros do que na tela”, comenta.

Ainda assim, ela reconhece que as adaptações foram melhorando a cada filme. “O pior é Crepúsculo, e o melhor Amanhecer – Parte 2, se você deixar de lado a Renesmee ser um bebê com efeitos especiais pavorosos”, destacou.

Aniversário de 20 anos

Segundo a Intrínseca, editora que publicou as obras de Stephenie Meyer no Brasil, a saga já vendeu mais de 7 milhões de exemplares no Brasil. A primeira tiragem das obras no Brasil foi de 50 mil cópias e foi aumentando progressivamente conforme os outros livros foram sendo publicados: Lua nova com 100 mil livros. Eclipse, 300 mil. E Amanhecer, teve tiragem inicial de 400 mil exemplares.

Editor de aquisições da Intrínseca, Antonio Castro frisou que celebrar o aniversário de 20 anos de Crepúsculo e celebrar os milhões de leitores que se tornaram fãs da franquia.

“Não é exagero dizer que a saga inaugurou uma nova geração de leitores e impulsionou um verdadeiro fenômeno cultural, que abriu caminho para diversas outras séries de sucesso”, relatou o editor.

“Para muitos fãs, Crepúsculo foi o ponto de partida para amizades duradouras, comunidades vibrantes e laços construídos em torno da paixão por livros e personagens. Para outros, gostar da saga também significava afirmar a própria identidade, mesmo diante das críticas”, destacou Castro.

Com informaçoes do Metrópoles

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