As ruas mais vazias, as casas mais cheias, o cheiro da comida espalhado pelo ar, a mesa ainda sendo arrumada, alguém pedindo para aumentar o volume da TV, outro dizendo: “Já vai começar”. Como acontece há décadas, o especial de Natal de Roberto Carlos entrava no ar.
Não era apenas um programa, era um ritual, uma tradição que atravessou gerações. Muita coisa mudou no Brasil. Presidentes passaram, crises vieram, outras ficaram, mas o Natal com Roberto Carlos sempre esteve ali como um ponto fixo no meio do caos. A música começou suave, a luz baixa, o palco iluminado com cuidado. Roberto apareceu com o mesmo semblante sereno, a mesma postura tranquila, a mesma voz que acompanha o brasileiro a uma vida inteira. A prateia estava em silêncio.
Não aquele silêncio vazio, mas um silêncio cheio de expectativa. Um silêncio de quem sente antes de entender. Cada acorde parecia puxar uma lembrança, um Natal antigo, um parente que já não está mais ali, uma história que ficou no tempo. Em casa, milhões assistiam, alguns distraídos, outros atentos, mas havia quem sentisse algo diferente.
Quer ficar por dentro do que acontece em Taguatinga, Ceilândia e região? Siga o perfil do TaguaCei no Instagram, no Facebook, no Youtube, no Twitter, e no Tik Tok.
Faça uma denúncia ou sugira uma reportagem sobre Ceilândia, Taguatinga, Sol Nascente/Pôr do Sol e região por meio dos nossos números de WhatsApp: (61) 9 9916-4008 / (61) 9 9825-6604.

Deixe um comentário