‘Nós vamos com o Leandro e vamos chegar ao Palácio do Buriti por amor a esta cidade’, afirma Érika Kokay, que é pré-candidata do PT ao Senado pelo DF

A pré-candidata ao Senado pelo Partido dos Trabalhadores, Érika Kokay, compareceu a um café da manhã na casa do diretor-geral do TaguaCei, Jeová Rodrigues, no último sábado (27), e, na ocasião, fez um balanço da conjuntura atual e disse que a população do Distrito Federal não suportará mais quatro anos do atual governo.

Ela começou sua fala destacando o rombo ocorrido nas contas do Banco de Brasília (BRB), que foi provocado pela aquisição de carteiras de créditos falsas do falido Banco Master e, conforme mostram as investigações, teria contado com a participação do ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa — que está preso —, e do agora ex-governador Ibaneis Rocha (MDB).

“E aí, quando você tem essa quebra, ou esse assalto que foi feito — que foi um assalto — ao BRB, você tem uma carteira de R$ 6 bilhões que o Master compra, nem termina de pagar e vende essa carteira, que é uma carteira sem lastro, uma carteira absolutamente inexistente. E o BRB compra por R$ 12,2 bilhões. R$ 12,2 bilhões dariam para atender Brasília em toda a demanda de creches, toda a demanda de CRAS, toda a demanda de CAPS e construir 134 mil habitações populares. Resolveria todo o déficit habitacional de Brasília com esses R$ 12,2 bilhões”, diz a petista.

Érika também chamou a atenção para o fato de que esse dinheiro, que terá que ressarcir as contas do BRB, poderia estar sendo usado em políticas públicas que visam à melhoria da qualidade de vida da população do DF.

“Então, dizer que nós estamos diante de um grande desafio, porque, primeiro, nós precisamos resgatar Brasília. Brasília foi sequestrada. O que nós estamos vendo? A perspectiva de parar a obra do metrô. O que nós estamos vendo, por exemplo, é o Distrito Federal absolutamente quebrado. O Distrito Federal tem Fundo Constitucional e, mesmo assim, nós temos um caos que eles agora assumem”, observa a pré-candidata ao Senado.

Saúde

Entre os serviços precarizados durante a gestão de Ibaneis Rocha e da atual governadora do DF, Celina Leão (PP), destacados por Érika está a saúde, que seria uma das áreas mais afetadas pelo baixo investimento que recebeu nesses quase oito anos desta gestão.

“Então, você tem aqui uma saúde absolutamente destruída por este governo Ibaneis. Por volta de 25% dos servidores da saúde estão adoecidos. Porque adoece. Como é que você trabalha nessas condições? E aí você tem uma morte na UPA. Deveríamos primeiro questionar por que privatizaram as UPAs. O IGES é cheio de irregularidades. Aliás, o IGES já teve a sua cúpula presa”, afirmou.

Segundo Kokay, não é possível ter transparência no Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IGES) e, ao mesmo tempo, ter um duplo comando, porque, segundo ela, é o IGES que coordena o Hospital de Base, o Hospital Regional de Santa Maria e as UPAs. Porém, o instituto não dialoga com o restante da rede.

“Então, você tem uma rede fragmentada”, observa.

Grass

A pré-candidata ao Senado também falou sobre a importância de apoiar a pré-candidatura de Leandro Grass para o governo do DF. Para ela, é preciso unificar a luta em torno do nome do pré-candidato ao Palácio do Buriti.

“Vamos ver quem tem o melhor desempenho. É simples assim: quem tem o melhor desempenho e as melhores condições de efetivar essa derrota. Portanto, nós vamos com o Leandro e vamos chegar ao Palácio do Buriti por amor a esta cidade, por amor a Brasília, por amor à cidade que foi construída pelas mãos de trabalhadores e trabalhadoras do Brasil inteiro”, destacou Érika.

Luta

Ao comentar sobre o contexto nacional, Érika Kokay lembrou que o Brasil sempre foi conhecido por ser um país marcado por lutas e por um forte sentimento de soberania nacional, que sempre possibilitou à população manter-se unida na construção de um projeto de país forte e independente.

Portanto, segundo ela, o posicionamento dos partidos de direita, em especial do PL, que é ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro, representa um atraso para uma nação que quer se ver livre dos abusos que outras potências estrangeiras, em especial os Estados Unidos, impõem.

“Porque como é que uma pessoa vai dizer que é preciso ir contra o tarifaço, se foram eles que construíram esse tarifaço? Foram eles que construíram isso no dia em que determinaram que organizações criminosas seriam classificadas como instituições terroristas. Porque não é assim. Bolsonaro, o que fez contra o crime organizado? Nada”, afirmou.

Eleição

Na visão de Kokay, as eleições deste ano serão marcadas justamente por essa diferença entre defender a soberania do país ou entregá-la aos interesses estrangeiros, como já vem ocorrendo com relação às terras raras, por exemplo.

“A gente precisa se organizar. A gente tem paixão, a gente tem consciência política, a gente sabe exatamente o que está acontecendo neste país. A gente sabe exatamente que a Presidência da República não pode ser tomada por uma dinastia, porque o que nós vimos é uma dinastia”, disse. “Então, veja, precisa tirar isso. Este país é uma democracia. Isso aí antes é uma república”, completou.

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