Casa DF Distrito Federal Ceilândia Agda Óliver, empreendedora no ramo de mecânica de autos em Ceilândia, quebra preconceitos e ganha espaço em área antes dominada por homens
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Agda Óliver, empreendedora no ramo de mecânica de autos em Ceilândia, quebra preconceitos e ganha espaço em área antes dominada por homens

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Sheila Alves
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Ela é umas das dez finalistas do Empretec Women in Business Awards (E-WBA), promovido pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad)

O século 21 de fato será lembrado pela quebra absoluto de padrões sociais. Ainda mais depois da pandemia de covid-19, quando os cientistas sociais tem chamado a atenção para o “novo normal”. Mas esse novo momento já chegou para muitos que souber entender a época atual, onde a inovação é a base para qualquer contexto, seja ele social, econômico ou político.

Em busca desses inovadores está o Empretec Women in Business Awards (E-WBA), promovido pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad). Com o intuito de descobrir pessoas que atuam no segmento de empreendedorismo, o E-WBA é um exemplo de que o futuro será daqueles cidadãos que souberem entender o momento pelo qual estamos passando, ou seja, com menos preconceitos, discriminação e mais diversidade, tanto de gosto quanto de costumes.

Essa realidade nova começa a mudar a partir do momento em que vemos o mundo ao nosso redor mudar. Andando pelas ruas de Ceilândia, se você passar pela QNM 9, é possível ver uma mulher, Agda Óliver, no comando de uma oficina mecânica. Ela, além de administradora do espaço e também uma das mecânicas que atua na manutenção de veículos. Oliver está entre as 10 finalistas do E-WBA. Ela vai disputar a final em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, em dezembro deste ano.

“Quando eu recebi um e-mail, em espanhol, me parabenizando por está entre as finalistas, fiquei enlouquecida, porque não é uma viagem que está dentro do meu orçamento financeiro. Então, para mim, só o fato de viajar e ser reconhecida internacionalmente é uma vitória”, explicou a mecânica que conversou com o TaguaCei.

O dia a dia

Mesmo com toda publicidade de que devemos respeitar e viver em diversidade, Óliver ainda lembra que há muito preconceito em relação a ela ser uma mulher. Mas, quando o veículo é entregue a um cliente, a qualidade do serviço, diz ela, consegue superar qualquer expectativa anterior. “O nosso crescimento, nossa demanda, nossa procura tem vindo por conta disto: da qualidade do serviço que a gente oferece. E de tudo que a gente tem feito aqui”, explica.

A oficina de Agda Óliver, a Meu Mecânico, oferece todo tipo de serviço que uma oficina que chamamos de convencional oferta. Com um diferencial: ela faz o orçamento e o entrega em mão aos clientes. “Nenhuma oficina faz isso. Com o orçamento em mãos, eu posso cobrir o orçamento, ou o próprio cliente pode buscar outra oficina e apresentar o meu orçamento como prova de que o serviço meu tem um dos melhores preços do mercado”, explica Óliver.

Para um serviço mais complexo, como a manutenção de motores, o tempo médio é de 5 a 7 dias. Os outros serviços, como reparo, revisões, geralmente é feito em três, quatro horas. Hoje, a Meu Mecânico tem cinco pessoas trabalhando, a maioria são mulheres. “A gente se propõe a oferecer um diferencial a gente também se propõe a receber um diferencial”, explica Agda Óliver.

Além disso, a oficina tem parceria com profissionais da área da pintura, guincho, lanternagem, lava-jato. “Tentamos oferecer de tudo para nosso cliente. É uma forma de garantir, além dos nossos serviços, qualidade em outros serviços também, porque indicamos profissionais que conhecemos”, diz. A própria Agda entrou no ramo depois de ter se decepcionado com a prestação desse tipo de serviço.

“Em 2008, comprei meu primeiro carro, levei a uma oficina, paguei por peças que não existam e serviços não realizados. Na época, fiquei muito triste e percebi que outras mulheres também passavam pelas mesmas situações constrangedoras. Eu sempre tive vontade de empreender, e, este acontecimento, deu início a todo o processo”, relembra.

A Meu Mecânico mesmo sendo constituída por mulheres, em uma área que é majoritariamente de homens, não deixa a deseja, conforme faz questão de ressaltar Óliver. Para ela, o diferencial não está no fato de ser um mecânico homem ou mulher, mas sim, na qualidade do serviço prestado. E isso é percebido, não somente porque ela é a única brasileira que vai concorrer a um prêmio internacional, mas pela fidelidade de seus clientes. “A gente tem tido um número de fidelização muito grande. A quantidade de clientes meu que vai e volta depois é muito expressiva”, afirma.

Para conhecer a Meu Mecânico, via internet, acesse aqui.  

Se preferir, faça uma visita na oficina que está localizada na QNM 9, Conjunto H, Lote 3, Ceilândia.

Telefones de contatos são 3372-4784 ou (61) 8118-1027 (WhatsApp).

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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