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Cartão no transporte público será realidade nas capitais em até três anos

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Empresas estão investindo para que os usuários possam pagar as viagens ao aproximar o cartão bancário do validador da catraca, sem precisar comprar um bilhete. Brasília já tem parcerias em desenvolvimento

A adoção de sistemas inovadores de pagamento nos meios de transporte coletivo tem aumentado, mas o uso de um único meio de pagamento nas diferentes opções de mobilidade urbana ainda é baixo e enfrenta alguns desafios para ser implementado em todo o Brasil. Com potencial de acelerar a inclusão financeira e tornar o transporte coletivo melhor e mais acessível, as empresas estão investindo para que os usuários possam pagar as viagens ao aproximar o cartão bancário do validador da catraca, sem precisar comprar um bilhete.

Isso já é uma realidade no transporte público do Rio de Janeiro, que aceita cartões de crédito, débito e pré-pago das bandeiras Mastercard e Visa que possuem a tecnologia de pagamento por aproximação (conhecida pela sigla em inglês NFC). O intuito é facilitar a vida do passageiro que não terá de sacar dinheiro nem enfrentar fila para recarregar o cartão de passagem.

No primeiro ano de parceria da Visa com MetrôRio, por exemplo, houve um aumento médio de transações de 40% ao mês e o uso médio diário durante a semana ficou em 1,75 vez por passageiro. A mobilidade urbana está entre as prioridades da multinacional de serviços financeiros. Em entrevista ao Correio, o vice-presidente de Soluções e Inovação da Visa do Brasil, Fernando Amaral, abordou os planos da operadora de cartões no país. “Estamos trabalhando com alguns parceiros em Brasília para mudar essa realidade do transporte público em breve.”

“O Rio é um bom exemplo de uma cidade onde o cartão já é aceito no metrô, no ônibus e no VLT, basicamente todos os modais já aceitam as credenciais de cartão ou o seu celular, e essa é uma integração superimportante. A gente vê que o uso do cartão físico ou do pagamento digital através do celular vai crescer muito na mobilidade urbana em todo o Brasil. São Paulo, Sorocaba e Campinas são outras praças com projetos em estudo”, disse Amaral.

De acordo com a pesquisa de satisfação, em relação à experiência do usuário, também houve uma melhora de percepção pelo público, dado ao encurtamento das filas e a facilidade no processo de entrada das estações. A melhor evidência da percepção positiva dos usuários é a taxa de recorrência de 97%.

Isso significa que, após o primeiro uso, nove em cada 10 pessoas continuam usando essa solução para outras viagens. “O que é uma realidade em todos os modais do Rio, vai ser uma realidade nas grandes metrópoles do país nos próximos dois ou três anos, vai virar mainstream (fluxo principal) no Brasil inteiro, porque você vê absolutamente todos os municípios e estados trabalhando nisso.”

Segundo dados da Visa, o pagamento de ônibus, trens e metrô diretamente com cartões bancários já supera 30 milhões de transações por ano na América Latina e tem espaço para crescer exponencialmente. “Traz facilidade e velocidade na hora de você passar na catraca em todos os modais. Você tira dinheiro de circulação também, que sempre é bom, porque simplifica a vida das pessoas”, destacou Amaral.

Laboratório de inovação

O Brasil tem se tornado um grande laboratório de inovação da multinacional americana. Além do Lab Garage, hub de mobilidade urbana localizado em São Paulo, a Visa também tem trabalhado desde o desenvolvimento do piloto do Drex, moeda digital criada pelo Banco Central (BC), até o avanço da inteligência artificial generativa.

Segundo o vice-presidente de Soluções e Inovação, há também um movimento bastante relevante de desmaterialização do plástico. “Obviamente, todo mundo pergunta se o cartão plástico vai acabar algum dia, está muito distante disso acontecer, ele ainda é muito utilizado, mas o que a gente vê é o uso da tecnologia e de ferramentas digitais para facilitar a experiência para o consumidor e para os estabelecimentos comerciais e ao mesmo tempo aumentar a segurança das transações”, afirmou.

Em termos de segurança das transações financeiras, Amaral acredita que a inteligência artificial seja a grande chave para aprimorar a proteção de pagamentos on-line. Segundo ele, isso pode ser feito por meio do compartilhamento de dados, sendo possível comparar o histórico do cliente para certificar de que ele é mesmo quem está fazendo aquela movimentação. “O avanço da quantidade de dados compartilhados cuidadosamente vai ajudar muito na segurança. Aplicar modelos de Inteligência Artificial nessas soluções vai garantir cada vez mais proteção nas transações.”

Com informações do Correio Braziliense

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Jornalista

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