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Lula sanciona política de manejo do fogo após queimadas recordes no Pantanal

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Segundo boletim lançado nesta terça-feira (30/7), governo estima que o Pantanal teve entre 635 mil e 907 mil hectares de área queimada em 2024

O Palácio do Planalto confirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) vai visitar o Mato Grosso do Sul nesta quarta-feira (31/7). Além de sobrevoar as áreas queimadas do Pantanal, o petista vai a Corumbá (MS) para sancionar a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.

É a primeira vez que Lula visita o estado desde o início da intensificação das queimadas no Pantanal. Ele esteve na capital em abril para anunciar um investimento de R$150 milhões na unidade local da JBS, visando dobrar a produção e gerar 2,3 mil novos empregos.

O petista chega na Brigada Pronto Emprego Pantanal, em Corumbá (MS), às 10h (horário local). A partir de então, sobrevoa as áreas atingidas pelo fogo no Pantanal, de onde segue para para visita às instalações da base local do Ibama/Prevfogo para acompanhar os trabalhos de combate aos incêndios florestais no bioma e sancionar o Projeto de Lei (PL) 1818/2022, que institui a Política Nacional de Manejo Integrado do Fogo.

Aprovada pelo Senado no último dia 3, a política prevê uma série de medidas para substituir gradativamente o uso do fogo no meio rural por uma forma mais controlada, principalmente entre comunidades tradicionais e indígenas, e aumentar a capacidade de enfrentamento aos incêndios florestais. Além disso, o PL também altera o Código Florestal e regulamenta o uso do fogo na vegetação, com manejo realizado por técnicas preventivas autorizadas pelos órgãos ambientais.

Queimadas recorde

Lançado nesta terça-feira (30/7) pelo governo federal, o Boletim #5 de combate aos incêndios florestais no pantanal mostrou que a área queimada no bioma, em 2024, foi entre 635 mil e 907 mil hectares (entre 4,2% e 6,01% do bioma), com uma margem de erro de 30%. Somente na última semana (entre 22 e 28 de julho), a área queimada no bioma aumentou em 67 mil hectares.

O relatório reforçou que o período entre julho de 2023 e junho de 2024 foi o mais quente já registrado no planeta e que o Pantanal enfrenta, atualmente, a seca mais grave em 70 anos. Contudo, o documento reforçou que, em maio e junho de 2024, todos os incêndios no bioma foram causados por ação humana.

No último dia 12, o presidente Lula editou uma medida provisória (MP) que destinou crédito extraordinário de R$137 milhões para a Operação Pantanal, valor que se soma a outros R$100 milhões que já haviam sido liberados em junho.

O governo federal também antecipou as ações preventivas previstas para agosto, devido à antecipação da temporada de incêndios no bioma causada pelas mudanças climáticas, escassez hídrica e uso errado do fogo.

Com informações do Correio Braziliense

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Jeová Rodrigues

Jornalista

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