Os concursos públicos, nomeações de aprovados e concessões de reajustes salariais no Distrito Federal permanecem suspensos até que o Governo do Distrito Federal (GDF) regularize seus indicadores fiscais e volte a cumprir os limites estabelecidos pela Constituição Federal.
A informação foi reforçada pelo secretário de Economia do DF, Valdivino de Oliveira, durante entrevista concedida à rádio CBN Brasília nesta sexta-feira (29). Segundo ele, as restrições não decorrem do empréstimo contratado junto ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para fortalecer o Banco de Brasília (BRB), mas sim do descumprimento do artigo 167-A da Constituição Federal.
De acordo com o secretário, o GDF vem ultrapassando o limite constitucional que determina que as despesas correntes não podem comprometer mais de 95% das receitas correntes. Quando esse percentual é excedido, a legislação impõe uma série de vedações, entre elas a realização de concursos públicos, nomeações, criação de cargos e concessão de aumentos salariais.
“Já há mais de um ano, o GDF não pode fazer concursos, nem contratar ninguém, nem dar aumento de salário, porque não vem cumprindo o artigo 167-A da Constituição”, afirmou o secretário durante a entrevista.
Valdivino destacou que o acordo firmado entre o Governo do Distrito Federal, a União e o Supremo Tribunal Federal (STF), que viabilizou a operação financeira relacionada ao BRB, apenas reforça a necessidade de observância das regras fiscais já previstas na legislação. Segundo ele, as restrições existentes não foram criadas pelo empréstimo. “O governo federal apenas reforçou a exigência de cumprimento das regras de responsabilidade fiscal que já estão previstas na Constituição”, explicou.
“O governo federal apenas reforçou a exigência de cumprimento das regras de responsabilidade fiscal que já estão previstas na Constituição”
Valdivino Oliveira, secretário de Economia do DF
O secretário informou ainda que o GDF já iniciou um conjunto de medidas para reduzir despesas correntes, reorganizar o fluxo financeiro e recuperar a capacidade fiscal do Distrito Federal. As ações foram formalizadas pelos decretos nº 48.509/2026 e nº 48.549/2026, além da Portaria nº 363/2026.
Entre as medidas adotadas estão o controle mais rigoroso dos gastos públicos, revisão de contratos e redução de despesas consideradas não essenciais, com o objetivo de restabelecer o equilíbrio das contas públicas. Segundo o secretário de Economia, a expectativa é que essas ações permitam ao Distrito Federal retornar ao cumprimento do artigo 167-A da Constituição até agosto.
Com informações da Secretaria de Economia do Distrito Federal (Seec-DF)
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