O ataque de uma cadela da raça American Bully a uma criança em um condomínio de Vicente Pires reacendeu o debate sobre a responsabilidade dos tutores na criação e no adestramento de cães. As informações foram publicadas pelo Correio Braziliense.
O caso ocorreu na última sexta-feira no Condomínio Summer Ville e é investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Segundo as informações, a cadela escapou de uma residência após o portão ser aberto para a entrada de um visitante. O tutor e outro homem tentaram conter o animal, mas ele entrou em uma casa vizinha.
De acordo com o relato apresentado à polícia pelo pai da criança, o menino sofreu mordidas nas pernas, nos pés e nas orelhas. Em um primeiro momento, um dos homens conseguiu conter a cadela e a retirou do local, mas o animal voltou a escapar e retornou à residência. Diante da situação, o pai da criança utilizou uma arma de fogo para interromper o ataque. A cadela morreu após ser atingida.
Em entrevista ao Correio Braziliense, o veterinário comportamental e adestrador Bruno Tiemann explicou que o comportamento dos cães é resultado de fatores como genética, criação e socialização, e não apenas da raça.
Segundo o especialista, o American Bully descende principalmente do American Pit Bull Terrier, do American Staffordshire Terrier e de diferentes tipos de bulldog. Apesar da aparência robusta, a raça costuma apresentar temperamento dócil, desde que seja criada de forma adequada.
O veterinário alerta, porém, que a popularização da raça levou ao aumento de criadores sem critérios técnicos, o que pode favorecer problemas comportamentais. Para ele, é importante que futuros tutores observem a procedência do animal e o temperamento dos pais antes da aquisição.
Tiemann também explica que alguns cães podem entrar no chamado “modo caça”, quando passam a focar intensamente em estímulos visuais, sonoros ou olfativos, reduzindo a capacidade de responder aos comandos do tutor. Nesses casos, recomenda o uso de guias, coleiras e treinamento adequado para manter o controle do animal.
Entre as orientações, o especialista destaca a importância de ensinar comandos básicos desde filhote, impedir que o cão tenha acesso livre ao portão da residência e condicioná-lo a sair para a rua apenas mediante autorização do tutor. Segundo ele, medidas simples de manejo e adestramento ajudam a reduzir o risco de acidentes e aumentam a segurança tanto das pessoas quanto dos próprios animais.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



