PF deflagra operação contra desvio de cotas parlamentares

A Polícia Federal (PF) deflagrou, nesta quarta-feira (1º), a terceira fase da Operação Rent a Car, que apura um suposto esquema de desvio de recursos públicos por meio da Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap). De acordo com informações publicadas pelo G1, a nova etapa da investigação tem como alvo pessoas ligadas ao deputado federal Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), líder do PL na Câmara dos Deputados.

Embora pessoas próximas ao parlamentar sejam alvo das medidas judiciais nesta fase, Sóstenes Cavalcante não está entre os investigados da operação desta quarta-feira. O deputado, entretanto, já havia sido alvo de uma etapa anterior das investigações.

As ordens judiciais foram autorizadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e estão sendo cumpridas no Distrito Federal, em Goiás e em Minas Gerais. O objetivo da ação é coletar e preservar elementos de prova relacionados ao caso.

De acordo com a Polícia Federal, as investigações apontam indícios da existência de um esquema que envolveria agentes públicos, particulares e pessoas jurídicas supostamente utilizadas para conferir aparência de legalidade à movimentação de recursos públicos.

Os investigadores também identificaram indícios de possíveis tentativas de ocultação ou alteração de provas, circunstâncias que podem caracterizar o crime de fraude processual.

A terceira fase da Operação Rent a Car aprofunda as apurações iniciadas nas etapas anteriores, quando a PF identificou supostas irregularidades na contratação de uma empresa de locação de veículos com recursos da Ceap, verba destinada ao custeio das atividades parlamentares.

Naquelas fases, os deputados federais Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) e Carlos Jordy (PL-RJ) foram alvo de mandados de busca e apreensão. Agora, a investigação busca esclarecer como ocorreu a movimentação dos recursos públicos e qual foi a destinação dos valores supostamente desviados.

A Polícia Federal informou que as diligências continuam em andamento e que esta etapa da operação busca ampliar o conjunto de provas sobre os fatos investigados, que envolvem suspeitas de peculato, lavagem de dinheiro, fraude processual e organização criminosa. Até o momento, não houve divulgação de denúncias formais relacionadas à nova fase da operação.

Com informações do portal 247

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