Pix por aproximação deixa de ter limite fixo de R$ 500 a partir desta quinta-feira

Pessoa utilizando o celular para realizar um pagamento por Pix.
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil

TaguaCei — O Pix por aproximação passa a ter novas regras a partir desta quinta-feira (1º). O Banco Central retirou o limite específico de R$ 500 por transação para a modalidade, permitindo que cada cliente solicite ao banco o aumento ou a redução dos valores autorizados. A mudança amplia as possibilidades de uso do Pix, mas os pagamentos continuarão submetidos aos mecanismos de segurança das instituições financeiras.

A alteração foi estabelecida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada pelo Banco Central em junho. A medida também alcança operações realizadas por código QR, chaves de acesso e transações iniciadas pela jornada sem redirecionamento (JSR) do Open Finance.

O fim do teto de R$ 500 não significa que qualquer usuário poderá realizar automaticamente pagamentos acima desse valor. O limite continuará sendo definido pelas configurações de segurança e pelos valores autorizados para cada conta.

O que muda no Pix por aproximação

Até esta quarta-feira (30), cada pagamento realizado por Pix por aproximação estava limitado a R$ 500. Com a nova regra, esse teto fixo deixa de existir.

A partir de 1º de outubro:

  • o limite específico de R$ 500 deixa de ser aplicado;
  • o cliente poderá solicitar aumento ou redução dos valores autorizados;
  • pagamentos superiores a R$ 500 poderão ser realizados se estiverem dentro do limite da conta;
  • o banco deverá oferecer uma ferramenta para gerenciamento dos valores pelo aplicativo;
  • os mecanismos gerais de segurança do Pix continuam em vigor.

Assim, um cliente poderá realizar, por exemplo, uma operação de R$ 600 ou R$ 1 mil por aproximação caso esses valores estejam dentro do limite estabelecido para sua conta.

Como alterar o limite

O gerenciamento dos valores deverá ser disponibilizado pelo aplicativo da instituição financeira. O caminho pode variar de acordo com o banco, mas normalmente envolve acessar as configurações do aplicativo bancário e localizar a área de limites do Pix.

De modo geral, o usuário deverá:

  1. abrir o aplicativo do banco;
  2. acessar as configurações do Pix;
  3. localizar a área de limites ou gerenciamento do Pix por aproximação;
  4. solicitar o aumento ou a redução do valor;
  5. realizar a autenticação exigida pela instituição.

A retirada do teto específico, portanto, não elimina os mecanismos destinados a impedir movimentações consideradas suspeitas.

Como funciona a modalidade

O Pix por aproximação utiliza a tecnologia NFC, que permite a comunicação entre o celular e a máquina de pagamento sem a necessidade de digitar os dados da operação.

A modalidade está disponível desde fevereiro de 2025 e pode ser utilizada diretamente pelo aplicativo da instituição financeira ou por carteiras digitais compatíveis.

Para utilizar uma carteira digital, é necessário vincular previamente a conta bancária ao serviço. Depois da configuração, o pagamento funciona de maneira semelhante ao uso de um cartão cadastrado no celular.

Para realizar o pagamento, o usuário deve informar ao estabelecimento que utilizará o Pix, conferir o valor da cobrança, aproximar o aparelho da máquina e realizar a autenticação exigida.

Cuidados contra golpes

Com a possibilidade de realizar pagamentos de valores mais altos por aproximação, a conferência dos dados da operação continua sendo importante. O usuário deve verificar o valor mostrado na máquina e no celular antes de confirmar o pagamento.

Entre os principais cuidados estão:

  • conferir o valor da cobrança;
  • verificar o estabelecimento antes de aproximar o celular;
  • manter o bloqueio de tela e os mecanismos de autenticação ativados;
  • evitar entregar o aparelho desbloqueado a terceiros;
  • acompanhar as notificações das transações;
  • revisar periodicamente os limites definidos no aplicativo do banco.

Pix por aproximação ainda tem baixa adesão

Criado pelo Banco Central em 2020, o Pix se consolidou entre os principais meios de pagamento utilizados no país. Em agosto, o sistema movimentou mais de R$ 3,73 trilhões e registrou aproximadamente 8,11 bilhões de transações.

O Pix por aproximação, entretanto, ainda representa uma parcela pequena desse volume. Em agosto, foram cerca de 2 milhões de operações pela modalidade, o equivalente a 0,06% do total de transações realizadas no sistema.

Apesar da participação reduzida, o número de pagamentos por aproximação vem crescendo. Em janeiro, foram registradas aproximadamente 1,06 milhão de operações.

A expansão da modalidade ocorre em meio ao avanço dos pagamentos digitais e à busca por formas mais rápidas de realizar transações pelo celular.

Fonte: Agência Brasil

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