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EUA passa a usar nova arma que mata com ondas de pressão. Saiba qual

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Novo modelo de granada utiliza ondas de choque em ambientes fechados e marca atualização inédita no arsenal desde 1968

Exército dos Estados Unidos anunciou a incorporação de uma nova arma ao arsenal, capaz de neutralizar inimigos por meio de ondas de pressão geradas em explosões. A tecnologia é voltada principalmente para combates em ambientes urbanos e de curta distância, onde há maior confinamento.

Trata-se da granada M111, o primeiro modelo letal desse tipo adotado pela força desde 1968. Diferente das granadas tradicionais, ela não depende de estilhaços para causar danos, mas sim de uma intensa onda de choque gerada pela explosão em espaços fechados.

Apesar do anúncio ocorrer em meio à guerra no Irã, as granadas fazem parte do arsenal usado por soldados dos EUA em incursões terrestres, tipo de operação que não foi registrada nesse conflito até o momento. Embora o envio de tropas tenha sido cogitado, não há decisão oficial do presidente Donald Trump sobre a realização de ações em solo iraniano.

Capacidade da M111

Segundo anunciou o Exército em 10 de março, a M111 utiliza um sistema conhecido como “explosão de sobrepressão” (Blast Overpressure, ou BOP). Ao detonar, o artefato comprime o ar de forma violenta, criando uma onda de pressão que se propaga na velocidade do som. Em ambientes confinados, como salas ou edifícios, essa onda se reflete repetidamente nas superfícies, o que acaba ampliando seus efeitos.

De acordo com a força militar, essa característica é uma vantagem em operações urbanas. Isso porque a eficácia da explosão não é reduzida por obstáculos, ao contrário das granadas de fragmentação, que dependem da dispersão de estilhaços para atingir o alvo.

A tecnologia de sobrepressão pode provocar diferentes efeitos no corpo humano, dependendo da intensidade. Impactos moderados podem causar ruptura de tímpanos e pequenas lesões pulmonares. Já níveis mais altos de pressão podem resultar em hemorragias internas, danos cerebrais e, em casos extremos, morte.

Com informações do Metrópoles

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