TaguaCei — A deputada federal e candidata ao Senado pelo Distrito Federal, Erika Kokay (PT-DF), defendeu o fim da escala 6×1 e a redução da jornada de trabalho durante debate sobre a proposta no Congresso Nacional. Para a parlamentar, a discussão deve considerar não apenas os impactos econômicos, mas também as condições de vida dos trabalhadores e o tempo disponível para descanso e convivência familiar.
Durante o discurso, Erika relatou um episódio que, segundo ela, ocorreu em uma escola do Distrito Federal. A deputada contou que uma criança de aproximadamente 10 ou 11 anos perguntou se ela votaria para que a mãe pudesse passar mais tempo com o filho.
“Você vai votar para minha mãe ficar comigo?”, teria perguntado o menino, conforme o relato da parlamentar.
Para Erika, a fala sintetiza uma das principais questões relacionadas ao debate sobre a escala 6×1: o direito dos trabalhadores de terem mais tempo para suas próprias vidas.
“O que nós estamos discutindo aqui é o direito ao próprio tempo”, afirmou.
“É preciso teimar”
A deputada também citou uma história atribuída ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva para defender a necessidade de persistência na luta pela redução da jornada.
Segundo Erika, Lula costuma contar que, diante de momentos difíceis, buscava orientação da mãe, que lhe dizia: “Teima, meu filho”. Para a parlamentar, essa característica de insistência também está presente na defesa do fim da escala 6×1.
“Teima inclusive em acabar com a escala 6×1, que é uma necessidade do país brasileiro”, declarou.
Erika classificou a mudança como um possível “marco histórico fundamental” e afirmou que a redução da jornada pode representar um avanço nas condições de vida da classe trabalhadora.
Comparação com a Constituição de 1988
Durante sua manifestação, Erika também lembrou a discussão ocorrida durante a Assembleia Nacional Constituinte sobre a duração da jornada semanal.
Segundo a deputada, havia uma proposta para reduzir a jornada de 48 para 40 horas semanais. O texto aprovado na Constituição de 1988 estabeleceu o limite de 44 horas.
Erika afirmou que, naquela época, também existiam críticas de que a redução da jornada provocaria impactos negativos sobre a economia.
“Diziam também que iam quebrar o Brasil”, afirmou.
Para a parlamentar, argumentos semelhantes aparecem atualmente no debate sobre o fim da escala 6×1. Ela defende que a discussão considere que os trabalhadores precisam de tempo para descansar, cuidar da família e realizar atividades fora do ambiente profissional.
“Uma questão de humanidade”
Erika Kokay afirmou ainda que a discussão envolve trabalhadores dos setores público e privado e que, nos dois casos, existe uma dimensão humana que precisa ser considerada.
“Dentro de cada pessoa que trabalha, seja na iniciativa privada, seja no serviço público, há um ser humano que muitas vezes não é considerado”, disse.
Ao concluir o discurso, a deputada afirmou que a aprovação e a implementação do fim da escala 6×1 devem ser tratadas como uma questão de humanidade.
“Aprovar e colocar em prática o fim da escala 6×1 é uma questão de humanidade”, declarou.
Erika encerrou reafirmando seu apoio à pauta: “Contem comigo para teimar por isso”.
Debate ainda está em andamento
A discussão sobre o fim da escala 6×1 integra um debate mais amplo sobre a redução da jornada de trabalho no Brasil. Os defensores da mudança argumentam que uma jornada menor pode ampliar o tempo destinado ao descanso, à convivência familiar e ao lazer.
Setores contrários à proposta, por outro lado, apontam possíveis impactos sobre os custos das empresas, a produtividade e a organização das atividades econômicas.
Uma eventual mudança na legislação ainda depende da tramitação e da aprovação das propostas em discussão no Congresso Nacional.
Fonte: TaguaCei
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



