TaguaCei — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que nenhum programa social será extinto durante seu quarto mandato, que começa em janeiro de 2027. Em pronunciamento publicado nas redes sociais neste domingo (1º), o presidente rebateu informações falsas sobre supostos cortes de benefícios e garantiu que os compromissos assumidos durante a campanha eleitoral serão cumpridos. A declaração ocorre em meio à disputa sobre o financiamento das políticas públicas e às críticas de Lula à proposta de redução de despesas defendida por seu adversário, Flávio Bolsonaro (PL), durante a campanha, que também envolveu questionamentos sobre possíveis impactos nos programas sociais.
“Escutem o que eu vou dizer para vocês. Nenhum programa social será extinto nesse país”, declarou Lula.
O presidente afirmou que, além de manter as políticas existentes, o governo poderá criar novas iniciativas ou aperfeiçoar programas em andamento. Segundo ele, as propostas apresentadas durante a campanha serão colocadas em prática.
“Tudo aquilo que foi prometido na campanha pode ficar certo que vai acontecer. Pode ficar certo”, disse.
Lula acusa extrema direita de espalhar desinformação
Durante o pronunciamento, Lula atribuiu à extrema direita a circulação de notícias falsas sobre o encerramento de programas sociais. O presidente afirmou que passou os dias seguintes à eleição com problemas na voz e que sua menor exposição pública foi acompanhada por uma nova onda de desinformação nas redes sociais.
“Eu estava sem voz durante a semana inteira. Fiz muito trabalho pra me recuperar, tô recuperando. E quero aproveitar nesse domingo, primeiro de novembro, pra dizer pra vocês que numa semana que eu fiquei sem falar, a mentira tomou conta desse país outra vez”, afirmou.
Na sequência, criticou os conteúdos que anunciavam o fim de políticas de proteção social.
“A extrema-direita fez muita fake news. Muita mentira dizendo que nós íamos acabar com os programas sociais”, declarou.
Lula também pediu que a população não compartilhe informações sem verificar sua veracidade. “Então, não acredite nos mentirosos de sempre”, disse.
Governo já havia desmentido boatos sobre benefícios
A manifestação do presidente ocorreu após a Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom) divulgar, em 27 de outubro, uma nota para esclarecer informações falsas sobre o Bolsa Família, o Gás do Povo e a redução da jornada de trabalho.
Segundo o governo, o Bolsa Família continua funcionando normalmente, sem suspensão de pagamentos ou redução dos benefícios. O Gás do Povo também permanece em vigor, com a recarga gratuita do botijão de 13 quilos para as famílias contempladas.
A Secom esclareceu ainda que não houve mudança nas regras relacionadas à proposta de redução da jornada de trabalho e ao fim da escala 6×1. A nota oficial também contestou publicações que afirmavam que o governo preparava a retirada de direitos de determinadas categorias profissionais.
A discussão sobre a continuidade dos programas sociais ganhou espaço durante a campanha presidencial de 2026. Lula associou as propostas de redução de despesas defendidas por Flávio Bolsonaro a possíveis impactos sobre políticas públicas, enquanto a campanha do adversário afirmava que os programas seriam mantidos, com mudanças na gestão e combate a fraudes.
Presidente agradece mobilização pela reeleição
Além de rebater os boatos, Lula agradeceu aos brasileiros que participaram da campanha eleitoral e das mobilizações em defesa da democracia.
O presidente afirmou que pretende voltar a percorrer o país para agradecer pessoalmente aos eleitores pela vitória nas urnas. Também explicou que reduziu suas atividades públicas durante a semana para se recuperar dos problemas na voz.
“Estou bem de saúde, a voz melhorou e logo, logo, eu quero voltar a percorrer o Brasil para visitar cada estado e agradecer, olhando nos olhos de vocês, porque vocês foram para a rua e mantiveram o funcionamento da democracia brasileira”, afirmou.
A manutenção dos programas sociais será um dos compromissos do próximo mandato. A execução das promessas, porém, dependerá das decisões orçamentárias do governo e das negociações políticas em torno das prioridades econômicas para os próximos anos.
Fonte: Vermelho.


