TaguaCei — Rússia e Ucrânia devem retomar as negociações de paz nos dias 10 e 11 de novembro, em Abu Dhabi, capital dos Emirados Árabes Unidos. A nova rodada de conversas terá mediação dos Estados Unidos e foi anunciada nesta segunda-feira (2/11) pelo enviado especial do presidente Donald Trump, Steve Witkoff.
Segundo Witkoff, as discussões envolverão representantes de Washington, Moscou e Kiev e terão como temas os arranjos de segurança para o período pós-guerra, medidas de desescalada, ações humanitárias e os próximos passos para alcançar um acordo de paz.
Antes do encontro, negociadores norte-americanos deverão conversar com representantes da França, Alemanha, Reino Unido, União Europeia e Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). O objetivo é discutir garantias de segurança para a Ucrânia após o encerramento do conflito, uma das principais exigências do governo de Volodymyr Zelensky.
Retomada após meses de interrupção
Ainda não foram divulgados os nomes dos representantes que participarão da próxima rodada de negociações. O encontro está previsto para ocorrer cerca de nove meses depois da última reunião entre negociadores russos e ucranianos, realizada em fevereiro, na Suíça.
Na ocasião, as tratativas foram interrompidas após os Estados Unidos iniciarem a guerra contra o Irã, segundo as informações divulgadas pelo Metrópoles.
No mês passado, uma equipe norte-americana liderada por Witkoff e Jared Kushner, genro de Trump, reuniu-se com o presidente russo, Vladimir Putin, na Rússia. Em seguida, os representantes dos Estados Unidos também conversaram com Zelensky, na Ucrânia.
Guerra continua provocando vítimas
Enquanto os esforços diplomáticos tentam abrir caminho para um acordo, os combates seguem em território ucraniano. Nesta segunda-feira, um bombardeio russo contra uma escola em uma vila da região de Zaporizhzhia deixou 26 mortos, segundo o governo da Ucrânia.
A retomada das conversas ocorre em meio a divergências sobre as condições para o fim da guerra, que começou em fevereiro de 2022. Entre os principais pontos de discussão estão as garantias de segurança para Kiev e os termos de um eventual acordo.
Em setembro, a Rússia já havia sinalizado que não pretendia interromper as operações militares durante as negociações. Na ocasião, o chanceler Sergey Lavrov afirmou que Moscou manteria a ofensiva mesmo com as tratativas em andamento. A posição foi registrada na reportagem sobre a declaração de que a Rússia não suspenderia a guerra durante negociações com a Ucrânia.
As dificuldades diplomáticas também foram evidenciadas em fevereiro, quando uma rodada de conversas entre os dois países terminou sem avanços decisivos. As divergências territoriais permaneceram como um dos principais obstáculos, conforme análise sobre como a impaciência de Zelensky com Putin dificulta as negociações de paz.
Fonte: Metrópoles



