O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) enfrenta dificuldades para ampliar sua aliança na disputa pela Presidência da República, com resistência de partidos do Centrão em declarar apoio formal à sua candidatura. A poucos dias do encerramento das convenções partidárias, o parlamentar avalia a possibilidade de disputar a eleição com uma chapa formada apenas por integrantes do PL. As informações são do Metrópoles.
As negociações do partido estão concentradas em conversas com legendas como Republicanos, Podemos e a federação União Progressista, formada por União Brasil e PP. Sem uma definição de apoio, Flávio reduziu compromissos públicos e passou a priorizar reuniões com dirigentes partidários para tentar avançar nas articulações.
A campanha do senador tem usado pesquisas eleitorais recentes como argumento para atrair partidos de centro. Aliados afirmam que os levantamentos indicam crescimento da candidatura e defendem que as legendas definam alianças ainda no primeiro turno, e não apenas em uma eventual segunda etapa da disputa.
A formação de uma coligação mais ampla teria impacto direto na estrutura da campanha, principalmente no tempo de propaganda eleitoral gratuita no rádio e na televisão e no fortalecimento de palanques estaduais.
Caso concorra apenas com o PL, Flávio teria menos tempo de exposição na propaganda eleitoral do que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A diferença poderia ser reduzida com a adesão de partidos como Republicanos e Podemos.
Resistência do Centrão
A principal dificuldade do PL está na postura adotada por partidos do Centrão, que sinalizam preferência por manter neutralidade na disputa presidencial e liberar suas alianças regionais.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), que chegou a ser cotada para ocupar a vaga de vice na chapa de Flávio, perdeu força após o PP indicar que não apoiará oficialmente nenhum candidato ao Planalto. A possibilidade de aproximação com a federação União Progressista também foi prejudicada por desdobramentos das investigações envolvendo o Banco Master.
Outra negociação envolve o Republicanos, partido que tem entre os nomes cotados para a vice a ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques. A legenda, porém, avalia anunciar neutralidade, o que poderia inviabilizar a participação dela na chapa.
O Podemos também analisa uma posição semelhante e deve definir sua estratégia dentro do prazo das convenções partidárias.
Diante do cenário, o PL passou a considerar uma chapa considerada “puro-sangue”, formada apenas por integrantes da legenda. Entre os nomes cotados para vice estão o senador Rogério Marinho (PL-RN) e as deputadas federais Júlia Zanatta (PL-SC) e Priscila Costa (PL-CE).
Aproximação com a base bolsonarista
Enquanto busca alianças com partidos de centro, Flávio Bolsonaro também reforçou a aproximação com a base mais fiel ao bolsonarismo. O senador intensificou a presença nas redes sociais, retomou críticas a adversários e passou a adotar discursos mais próximos aos temas defendidos pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
A estratégia inclui transmissões ao vivo e críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), além de manifestações sobre temas tradicionalmente associados ao eleitorado bolsonarista, como questionamentos ao sistema eleitoral.
A mudança ocorre após uma fase da pré-campanha em que aliados tentaram construir uma imagem mais moderada para ampliar o diálogo com o eleitorado de centro. Segundo integrantes do partido, a estratégia não teria produzido o avanço esperado nas negociações com o Centrão.
Para reforçar a comunicação, o PL também alterou a equipe responsável pela campanha. O publicitário Duda Lima, que coordenou a campanha de Jair Bolsonaro em 2022, assumiu o comando da área.
A aproximação com a imagem do ex-presidente voltou a aparecer nos atos recentes do partido, com uso de vídeos e referências a Jair Bolsonaro durante eventos da legenda.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



