TaguaCei — O El Niño em curso pode se tornar o episódio mais intenso registrado desde o início do monitoramento sistemático do fenômeno climático, há cerca de quatro décadas. O alerta foi divulgado pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), órgão ligado à Organização das Nações Unidas (ONU). O fenômeno provoca o aquecimento das águas superficiais do Pacífico equatorial e pode alterar os padrões de chuva e temperatura em diferentes regiões do planeta. Fonte: Correio Braziliense.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou que o El Niño está ganhando força e alertou para o aumento dos riscos associados a eventos climáticos extremos.
Segundo a OMM, a intensificação do fenômeno pode provocar impactos significativos nos próximos meses, incluindo maior ocorrência de inundações, secas e ondas de calor extremo.
América Latina já sente os efeitos
Na América Latina, alguns países já adotaram medidas emergenciais diante das consequências associadas ao El Niño. Panamá e El Salvador, por exemplo, decretaram estado de emergência.
No Panamá, o fenômeno contribuiu para condições que levaram à redução do tráfego de embarcações pelo Canal do Panamá, uma das principais rotas comerciais do mundo.
A OMM estima que o El Niño alcance sua maior intensidade até o final de 2026. No entanto, os efeitos sobre os padrões climáticos devem continuar sendo sentidos principalmente ao longo de 2027.
Fenômeno pode superar registros anteriores
A secretária-geral da OMM, Celeste Saulo, afirmou que o episódio atual pode superar a intensidade de eventos registrados desde o início das observações modernas do fenômeno.
Embora o El Niño seja um fenômeno natural e não seja causado diretamente pelas mudanças climáticas, os cientistas alertam que seus efeitos podem ser agravados pelo aquecimento global provocado principalmente pela emissão de gases de efeito estufa decorrente da queima de combustíveis fósseis.
Com o planeta já apresentando temperaturas mais elevadas, a ocorrência de um El Niño intenso pode contribuir para o aumento dos extremos de calor e para alterações ainda mais acentuadas nos regimes de chuva.
Aquecimento dos oceanos influencia temperaturas globais
O El Niño normalmente atinge seu pico de intensidade próximo ao fim do ano. O calor acumulado nos oceanos, porém, é transferido de maneira gradual para a atmosfera, fazendo com que seus efeitos sobre as temperaturas globais possam persistir durante os meses seguintes.
O ano de 2024 foi o mais quente já registrado, em um período que também foi influenciado pelo El Niño anterior.
A OMM alerta que um episódio excepcionalmente forte pode provocar impactos severos sobre comunidades e economias em diferentes partes do mundo, especialmente em áreas vulneráveis a secas, enchentes e temperaturas extremas.
El Niño e La Niña
O El Niño ocorre, em média, a cada dois a sete anos e costuma durar entre nove e 12 meses. O fenômeno faz parte de um ciclo climático que alterna períodos de aquecimento e resfriamento das águas do Pacífico equatorial.
Seu oposto é conhecido como La Niña, caracterizado pelo resfriamento anormal das águas superficiais do Pacífico equatorial. Entre os dois fenômenos podem ocorrer períodos de condições consideradas neutras.
De acordo com a OMM, existe uma probabilidade considerada extraordinariamente elevada, próxima de 100%, de que o atual episódio de El Niño continue até fevereiro.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



