Israel ordena evacuação no Líbano e ataca Hezbollah; bombardeios matam 7

Israel e Líbano negociaram cessar-fogo na quarta-feira (3/6), mas ataques não pararam, com acordo rejeitado pelo Hezbollah

O Exército de Israel ordenou, nesta sexta-feira (5/6), a evacuação das populações das cidades de Sarafand, Tefahta, Saksakiyeh, Bablieh, Kaakaiyet Snawbar, Marwanieh, Anqoun, Arnaya e Kfarfila, todas no Sul do país, devido a ataques iminentes.

“Preocupados com a sua segurança, vocês devem evacuar suas casas imediatamente e se deslocar para o norte do rio Zahrani. Qualquer pessoa que esteja próxima a elementos do Hezbollah, suas instalações e meios de combate coloca sua vida em risco”, afirmou o porta-voz das Forças de Defesa de Israel (IDF), Avichay Adraee.

Segundo o Ministério da Saúde libanês, pelo menos 3.526 pessoas morreram em ataques israelenses desde 2 de março, e outras 10.773 ficaram feridas. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas casas, de acordo com a Organização das Nações Unidas (ONU).

Do lado de Israel, 27 soldados e um civil contratado foram mortos em ataques do Hezbollah no Líbano.

Acordo rejeitado

Ataques aéreos das Forças de Defesa de Israel mataram pelo menos sete pessoas no Sul do Líbano, na noite de quinta-feira, segundo a Defesa Civil libanesa.

Um bombardeio próximo ao Hospital Jabal Amel, na cidade de Tiro, matou quatro pessoas e deixou outras sete feridas. Em outra parte da cidade, os ataques mataram três pessoas e feriram cinco, incluindo duas crianças.

Os governos de Israel e Líbano acordaram um cessar-fogo, mediado pelos Estados Unidos, na quarta-feira (3/6), porém não interromperam os ataques israelenses e as retaliações do Hezbollah.

O acordo, que envolvia a retirada do grupo islâmico xiita das áreas ao sul do rio Litani, próximo à fronteira com Israel, foi rejeitado pelo Hezbollah na quinta (4/6).

“Tornar o desarmamento da resistência (do Hezbollah) o ponto de partida de qualquer acordo equivale a destruir o poder do Líbano e constitui uma ameaça existencial para o povo resistente”, afirmou o líder do grupo, Naim Qassem.

Com informações do Metrópoles

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