Às vésperas da entrada em vigor da tarifa adicional de 25% imposta pelos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o governo federal articula uma estratégia para minimizar os impactos econômicos da medida. A iniciativa envolve apoio a empresas exportadoras, busca por novos mercados internacionais e manutenção do diálogo com Washington. As informações são do Correio Braziliense.
A decisão do governo norte-americano, liderado pelo presidente Donald Trump, deve atingir milhares de produtos brasileiros e afetar principalmente setores com forte presença no mercado dos Estados Unidos. O Planalto, neste momento, evita adotar medidas de retaliação e prefere concentrar esforços em negociações diplomáticas e ações de apoio ao setor produtivo.
A avaliação dentro do governo é de que um confronto político direto com Washington poderia ampliar a disputa em um período de pré-campanha eleitoral no Brasil. Por isso, a orientação é manter o debate concentrado nos efeitos comerciais da medida, evitando que o tema seja transformado em uma disputa ideológica.
Apoio a empresas e busca por novos mercados
A estratégia coordenada pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) prevê reuniões com representantes da indústria e do agronegócio para identificar os setores mais prejudicados pelo tarifaço.
Entre as medidas estudadas estão linhas de financiamento, mecanismos de garantia para exportadores e ações para ampliar a presença dos produtos brasileiros em outros mercados.
Países como Japão, Canadá e Emirados Árabes Unidos estão entre os destinos avaliados pelo governo para compensar parte das perdas provocadas pela redução da competitividade das exportações brasileiras para os Estados Unidos.
A nova tarifa deve atingir aproximadamente 3 mil produtos e, segundo cálculos do governo, impactar cerca de 18% das vendas brasileiras para o mercado norte-americano, o equivalente a aproximadamente US$ 7,2 bilhões em exportações.
Plano Brasil Soberano
A equipe econômica trabalha na ampliação de instrumentos de apoio às empresas por meio do Plano Brasil Soberano. A proposta inclui mecanismos de crédito e garantias para auxiliar companhias afetadas pela sobretaxa.
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou que o governo pretende apoiar os setores prejudicados e ampliar a diversificação dos mercados.
Especialistas avaliam, porém, que a substituição de compradores internacionais não ocorre de forma imediata. A abertura de novos mercados pode envolver custos adicionais de logística, contratos e redução de preços para manter a competitividade.
Possível aumento das tarifas
O cenário pode ficar mais difícil caso os Estados Unidos confirmem uma nova sobretaxa adicional de 12,5% sobre produtos brasileiros. A medida está relacionada a uma investigação sobre supostas falhas na fiscalização de produtos associados ao trabalho forçado.
Se confirmada, algumas exportações brasileiras poderão enfrentar uma tarifa acumulada de até 37,5%.
Apesar de manter a Lei da Reciprocidade Econômica como uma alternativa, o governo brasileiro indica que pretende aguardar o momento considerado mais adequado antes de adotar uma resposta semelhante.
Restrição fiscal limita medidas
Outro desafio para o governo é o espaço reduzido no orçamento federal. A equipe econômica busca criar um pacote de apoio sem comprometer as contas públicas.
A tendência é que as medidas sejam concentradas em instrumentos de menor impacto fiscal, como financiamentos, garantias e programas já existentes, em vez de grandes pacotes de subsídios diretos.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



