Compras públicas vão priorizar produtos brasileiros para fortalecer a saúde e enfrentar o tarifas de Trump. A indústria nacional terá preferência, mesmo que seus preços sejam de 10% a 20% mais altos que os importados
O Governo Federal vai investir R$ 2,4 bilhões na compra de mais de 10 mil equipamentos de saúde, destinados à atenção básica e a cirurgias. A prioridade será para produtos fabricados no Brasil, em uma estratégia que alia fortalecimento da indústria nacional à preparação para o tarifaço anunciado pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.
De acordo com o Executivo, a indústria nacional terá preferência, mesmo que seus preços sejam de 10% a 20% mais altos que os importados. “O governo do presidente Lula seguirá mobilizando todos os instrumentos para defender a economia brasileira, como é o caso das compras públicas, que têm um papel importante para fortalecer o setor de dispositivos médicos”, afirma o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Geraldo Alckmin.
A lista de equipamentos foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na última quinta-feira (31/7), e a primeira etapa da concorrência teve início nesta segunda (4). As aquisições para o Sistema Único de Saúde (SUS) serão conduzidas pelo Ministério da Saúde por meio de edital.
“O momento atual reforça a importância de fortalecer as nossas empresas e a nossa indústria para maior soberania e segurança para a nossa saúde”, destaca o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. “Esta é também uma oportunidade de uma mobilização ainda maior. Investir no Complexo-Econômico Industrial da Saúde é uma estratégia essencial para proteger empregos e vida”, acrescenta.
Na lista, 17 produtos são para atendimento básico e 11 em cirurgias e procedimentos oftalmológicos. Para a atenção primária, as compras buscam tornar os atendimentos mais eficazes e digitalmente integrados.
No caso da atenção especializada, estão listados equipamentos de precisão diagnóstica e terapêutica, que garantam a segurança do paciente em ambiente cirúrgico, bem como integração a fluxos assistenciais especializados, como cirurgia eletiva e oftalmologia de alta precisão.
Atualmente, o Brasil produz em torno de 45% das necessidades nacionais em medicamentos, vacinas, equipamentos e dispositivos médicos, materiais e outros insumos e tecnologias em saúde. A meta da NIB é elevar a produção a 50% até 2026 e a 70% até 2033.
*Estagiário sob supervisão de Rafaela Gonçalves
Com informações do Correio Braziliense
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