Eduardo Bolsonaro é apontado como possível articulador de revogação de visto de embaixadora brasileira nos EUA

O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) pode ter participado das articulações que antecederam a decisão do governo dos Estados Unidos de revogar o visto da embaixadora brasileira em Washington, Maria Luiza Ribeiro Viotti. A informação foi publicada pelo Brasil 247, com base em relatos atribuídos à coluna da jornalista Bela Megale, do jornal O Globo.

Segundo a reportagem, Eduardo Bolsonaro esteve em Washington na semana passada para reuniões com integrantes da administração do presidente Donald Trump, poucos dias antes do anúncio da medida contra a representante diplomática brasileira.

O ex-deputado, que atualmente vive no Texas, teria mantido conversas com autoridades norte-americanas. O jornalista Paulo Figueiredo, aliado de Eduardo nos Estados Unidos, afirmou nas redes sociais que teve conhecimento antecipado da decisão por meio de um contato com um oficial do Departamento de Estado americano.

Retaliação diplomática

A revogação do visto de Maria Luiza Viotti teria sido uma resposta dos Estados Unidos à demora do governo brasileiro em conceder o agrément — autorização diplomática necessária para que Daniel Perez assuma como novo embaixador norte-americano no Brasil.

O governo americano afirma que a medida poderá ser acompanhada de novas sanções. Já o governo brasileiro argumenta que o processo de aprovação de um novo embaixador segue regras diplomáticas internacionais e que a divulgação prévia do nome indicado pelos Estados Unidos contrariou protocolos.

Disputa política

De acordo com a publicação, setores ligados ao bolsonarismo no exterior comemoraram a decisão e avaliam que o agravamento da crise entre Brasil e Estados Unidos pode gerar desgaste político para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e beneficiar a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) nas eleições de 2026.

A estratégia do grupo seria explorar o conflito diplomático como elemento de pressão contra o governo brasileiro.

Divergências sobre eleições

A reportagem também cita que autoridades norte-americanas questionaram a decisão do Brasil de negar vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA que pretendiam viajar ao país.

Segundo o governo brasileiro, os agentes teriam intenção de questionar a segurança do sistema eleitoral brasileiro, avaliação rejeitada pelo Itamaraty, que defende a confiabilidade das eleições nacionais.

Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.

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