O Sistema Único de Saúde (SUS) ampliou, nesta terça-feira (4/8), o serviço de teleatendimento em saúde mental voltado a pessoas com problemas relacionados a jogos e apostas. A iniciativa passa a oferecer até 100 mil atendimentos mensais de forma remota, sigilosa e acolhedora, com orientação profissional e apoio também aos familiares.
O serviço funciona como uma porta de entrada para a Rede de Atenção Psicossocial (RAPS) e pode ser acessado pelo aplicativo Meu SUS Digital, que direciona o usuário para a plataforma da Agência Brasileira de Apoio à Gestão do SUS (AgSUS).
A equipe responsável pelo atendimento é formada por psicólogos, enfermeiros e outros profissionais capacitados para oferecer escuta qualificada, sem julgamentos e de acordo com as necessidades de cada pessoa.
Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o atendimento remoto pode facilitar a busca por ajuda, já que muitas pessoas deixam de procurar apoio por vergonha ou medo do preconceito.
“O autoteste e o teleatendimento permitem que as pessoas identifiquem sinais de risco e se sintam mais à vontade fazendo esse atendimento em casa, pelo celular”, afirmou.
Como funciona o atendimento
Para acessar o serviço, o usuário deve entrar no aplicativo Meu SUS Digital com a conta Gov.br, acessar a área “Miniapps” e selecionar a opção “Agora Tem Especialistas em Saúde Mental para Quem Aposta”.
Após realizar um autoteste, a pessoa é encaminhada para a plataforma da AgSUS, onde preenche informações sobre sua situação, informa se busca atendimento para si ou para um familiar e escolhe a forma de contato.
As consultas psicológicas são realizadas por videochamada, com duração média de 50 minutos. O profissional pode indicar um ciclo inicial de até dez sessões, seguido de uma avaliação para definir os próximos passos, que podem incluir alta, continuidade do acompanhamento remoto ou encaminhamento para atendimento presencial.
Sinais de alerta
Entre os sinais que podem indicar uma relação problemática com jogos e apostas estão alterações no sono, alimentação ou humor, ansiedade, irritabilidade quando a pessoa não joga, dificuldade para interromper apostas, sentimentos de culpa ou vergonha, além de esconder informações sobre os gastos.
Também são considerados sinais de risco o comprometimento do orçamento, problemas familiares ou profissionais e o uso das apostas como forma de lidar com estresse, ansiedade ou frustrações.
Autoexclusão de plataformas
O Ministério da Saúde e o Ministério da Fazenda também mantêm a Plataforma Centralizada de Autoexclusão, que permite ao cidadão solicitar o bloqueio voluntário do CPF em plataformas de apostas autorizadas.
Segundo o governo, mais de 1 milhão de pessoas já solicitaram a autoexclusão. Entre os principais motivos estão perda de controle sobre o jogo, decisão de interromper as apostas, dificuldades financeiras e orientação de profissionais de saúde.
Durante a Copa do Mundo, entre 11 de junho e 19 de julho, foram registrados 387.645 pedidos de bloqueio, número equivalente a 38% do total de solicitações feitas pela plataforma.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



