Kamala Harris aparece com ligeira vantagem frente a Donald Trump antes de uma das eleições presidenciais mais acirradas na história dos Estados Unidos. Os norte-americanos vão às urnas nesta terça-feira (5/11) para decidir quem ocupará a Casa Branca.
A pesquisa NPR/PBS News/Marist, divulgada nesta segunda-feira (4/11), aponta que a vice-presidente dos EUA tem 51%. Já o candidato republicano conta com 47% das intenções de voto em âmbito nacional.
Esses dados, porém, têm oscilado para cima e para baixo, na média nacional. A disputa pelo cargo mais alto cargo da administração do país permanece indefinida.
Para entender como funciona a votação nos EUA, é importante conhecer as diferenças entre os sistemas eleitorais de lá e do Brasil. Os americanos podem antecipar seus votos, registrados em cédulas de papel, e enviar suas escolhas pelos Correios. Algumas dessas diretrizes variam conforme a localidade; assim, em resumo, os 50 estados podem organizar o pleito do seu jeito. Como regra geral, o resultado é fornecido pelos delegados que votarão no Colégio Eleitoral.
Diante desse cenário, a única data prevista na Constituição do país é 5 de novembro, estipulado como prazo final para os norte-americanos votarem em quem gostariam que administrasse, durante quatro anos, a maior economia do mundo.
A apuração nos EUA pode não terminar no dia da votação. Barack Obama foi reeleito presidente na mesma data do pleito, em 2012. Em 2016, Donald Trump sagrou-se vitorioso na manhã seguinte. Já Joe Biden só foi considerado vencedor da corrida eleitoral, em 2020, cinco dias depois.
Os especialistas acreditam que, neste ano, os resultados podem demorar mais para sair, por várias razões. A corrida eleitoral está acirrada, em especial nos estados decisivos, o que cria margens de vitória muito estreitas e brechas para pedido de recontagem de votos.
Também é possível que alguns resultados sejam divulgados mais lentamente neste ano. Isso porque houve algumas mudanças na apuração dos swing states, os estados considerados decisivos para as eleições. São eles: Pensilvânia, Carolina do Norte, Geórgia, Wisconsin, Michigan, Arizona e Nevada.
Na Geórgia, por exemplo, após a contagem de votos por máquina, ainda haverá conferência manual.
Como funciona o sistema eleitoral dos EUA
As eleições dos Estados Unidos são descentralizadas e indiretas, pois o cidadão vota no representante do seu candidato, e não no postulante ao cargo. Os candidatos são designados, portanto, por um Colégio Eleitoral de representantes dos candidatos, os chamados delegados, nos estados.
Sendo assim, vence o pleito dos EUA o candidato que tiver pelo menos 270 dos 538 delegados favoráveis à sua candidatura, ao fim das 50 eleições que ocorrem ao mesmo tempo, em cada um dos estados.
O sistema eleitoral norte-americano é determinado pela modalidade winner takes all (“o vencedor leva tudo”, em tradução livre). O candidato que tiver a maioria dos delegados, mesmo que por um voto a mais, vai levar todos os outros delegados daquele estado.
Maine e Nebraska são os únicos estados que não concedem todos os delegados a um único candidato com base no voto majoritário.
As urnas fecham em horários variados, dependendo do estado. Em alguns, a eleição acaba às 18h; em outros, a votação segue até a meia-noite.
Diferentemente do que ocorre no Brasil, onde o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulga o resultado no mesmo dia, nos EUA o resultado que o público ouve na sequência da eleição não é oficial. É um misto de dados preliminares disseminados por autoridades e projeções de agências de notícias.
Todos os estados devem atestar seus resultados oficiais até 11 de dezembro, mas muitos locais decisivos devem fazê-lo antes dessa data. A Geórgia, por exemplo, deve certificar sua contagem final até 22 de novembro, enquanto Michigan e Pensilvânia têm até 25 de novembro. O resultado final oficial só é divulgado em 6 de janeiro, quando os parlamentares analisam os dados enviados por cada um dos 50 estados.
Com informações do portal Metrópoles
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