O Partido dos Trabalhadores (PT) pretende ampliar sua presença no Congresso Nacional nas eleições de 2026 apostando em candidaturas jovens e em uma estratégia voltada ao fortalecimento de novas lideranças políticas. A iniciativa busca renovar os quadros da legenda, ampliar a base de apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e disputar espaço com partidos de direita e centro-direita. As informações foram divulgadas pelo Brasil 247, com base em reportagem do Metrópoles.
Dentro desse movimento, integrantes da nova geração petista lançaram o grupo chamado Congresso do Povo, que reúne pré-candidatos de diferentes regiões do país em torno de uma carta com 13 compromissos políticos. Entre as principais pautas defendidas estão o fim da escala de trabalho 6×1, o combate à violência contra a mulher e mudanças no modelo de distribuição das emendas parlamentares.
A iniciativa reúne principalmente nomes que disputarão pela primeira vez uma vaga no Congresso, embora parte dos integrantes já tenha experiência em mandatos municipais e estaduais.
Uma das idealizadoras do movimento, a vereadora de São Paulo Luna Zarattini (PT), afirmou que o objetivo é levar ao Legislativo representantes ligados a pautas populares e movimentos sociais.
Segundo ela, o projeto surgiu como uma reação ao atual perfil do Congresso Nacional, que, na avaliação dos integrantes do grupo, estaria distante das principais demandas da população.
O PT já mapeou 37 candidaturas jovens para a Câmara dos Deputados e trabalha para ampliar sua bancada na próxima legislatura. Entre os nomes da nova geração estão Luna Zarattini e o vereador de Belo Horizonte Pedro Rousseff, sobrinho da ex-presidente Dilma Rousseff.
A legenda também destaca a diversidade dos candidatos, incluindo lideranças femininas, pessoas negras, representantes LGBTQIA+, integrantes de movimentos sociais, ativistas do campo e lideranças comunitárias.
Na última eleição geral, a federação formada por PT, PCdoB e PV conquistou 81 cadeiras na Câmara dos Deputados, ficando atrás apenas do PL, que elegeu 99 parlamentares. Para o próximo pleito, o partido avalia que candidaturas jovens podem contribuir para renovar a imagem da legenda e ampliar sua votação.
A secretária nacional de Juventude do PT, Julia Köpf, afirmou que o partido mantém um processo permanente de formação de novas lideranças por meio de programas internos de capacitação política.
Ela ressaltou, porém, que a renovação não significa abandonar nomes históricos da sigla. Como exemplo, citou a deputada federal Benedita da Silva (PT-RJ), que disputará uma vaga no Senado, e defendeu a convivência entre experiência e novas gerações.
A direção da juventude petista projeta eleger entre 10 e 15 deputados federais jovens nas próximas eleições e aplicar estratégia semelhante nas disputas pelas Assembleias Legislativas estaduais.
O movimento ocorre em meio ao debate interno sobre sucessão política no campo progressista. O presidente Lula já afirmou que considera necessária a formação de novas lideranças para os próximos ciclos eleitorais e citou nomes como Fernando Haddad e Camilo Santana como quadros com potencial de continuidade do projeto político do partido.
Nota de transparência: Esta reportagem foi produzida com o auxílio de inteligência artificial para organização e aprimoramento do texto, passando por revisão, checagem e edição humana antes de sua publicação.



