Jornal TaguaCei — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a exploração dos minerais críticos e estratégicos existentes no Brasil deverá beneficiar toda a população brasileira, e não apenas grandes grupos econômicos. A declaração foi feita nesta quinta-feira (5), durante a primeira reunião do Conselho Nacional para Industrialização de Minerais Críticos e Estratégicos (CIMCE), realizada no Palácio do Planalto.
Lula destacou que o Brasil precisa transformar suas riquezas naturais em desenvolvimento, oportunidades de trabalho e melhoria da qualidade de vida da população. Para o presidente, a exploração mineral deve deixar resultados concretos para o país, como escolas, universidades e empregos de qualidade.
“ Nós não queremos deixar buracos nas cidades, queremos escolas, emprego de qualidade e universidades”, afirmou Lula.
O presidente também ressaltou a responsabilidade da atual geração em construir um futuro melhor para os brasileiros que ainda vão nascer. Segundo ele, os recursos naturais precisam ser utilizados com planejamento, responsabilidade e compromisso com a soberania nacional.
Brasil estabelece prioridades para 27 minerais estratégicos
Durante a reunião, o Conselho aprovou uma relação de 27 minerais considerados críticos ou estratégicos, divididos em três categorias de prioridade. A medida faz parte da Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, que busca estimular investimentos, fortalecer a indústria nacional e ampliar a capacidade tecnológica brasileira.
Entre os minerais classificados com prioridade alta estão terras raras, grafita, lítio, níquel, cobalto, cobre, manganês, silício e urânio.
A política também prevê instrumentos de financiamento para fortalecer a cadeia produtiva. O Fundo Garantidor da Atividade Mineral poderá receber até R$ 2 bilhões em recursos da União, enquanto o programa federal de beneficiamento e transformação de minerais críticos terá limite fiscal de R$ 1 bilhão por ano, entre 2030 e 2034.
Soberania e desenvolvimento nacional
A iniciativa representa uma aposta estratégica do governo Lula para ampliar a participação brasileira em setores fundamentais da economia mundial, especialmente na produção de baterias, equipamentos eletrônicos, tecnologias de energia limpa e componentes industriais.
O desafio será garantir que a riqueza existente no subsolo brasileiro seja transformada em desenvolvimento econômico, empregos qualificados, inovação e benefícios sociais, fortalecendo a soberania nacional e evitando que o país permaneça apenas como exportador de matérias-primas.
A mensagem de Lula é clara: os recursos naturais do Brasil precisam contribuir para melhorar a vida do povo brasileiro e construir um futuro com mais oportunidades para as próximas gerações.



